domingo, 5 de janeiro de 2014

Especial Novelas: Baila Comigo (1981)


Tony Ramos
Quinzinho e João Victor (ambos interpretados por Tony Ramos) são gêmeos idênticos que não sabem da existência um do outro. Eles foram separados quando bebês. João Victor foi criado pelo pai, Joaquim Gama (Raul Cortez), e Quinzinho ficou com a mãe, Helena (Lilian Lemmertz). Joaquim e Helena se conheceram em Porto Alegre e se apaixonaram. Na época, Joaquim já estava com Martha (Tereza Rachel) e não quis abrir mão do casamento para viver ao lado de Helena. Ela acabou se casando com o médico Plínio Miranda (Fernando Torres), que criou Quinzinho como se fosse seu filho verdadeiro. Os gêmeos idênticos, de temperamentos completamente diferentes, acabam se aproximando por uma série de pressentimentos que não conseguem explicar.
Lilian Lemmertz e Fernando Torres
Quinzinho, um carioca extrovertido e idealista, trabalha como bancário e sonha em ser piloto de helicóptero. O tímido e sério João Victor, advogado bem-sucedido, mora em Portugal e é reconhecido por todos pela ética com que conduz seu trabalho. Ao completar 27 anos, João Victor decide voltar ao Brasil em busca de suas origens. A história é marcada pelos encontros e desencontros dos dois irmãos, que só se conhecem no final da trama.
Tramas Paralelas:

Milton Gonçalves e Beatriz Lyra
Otto e Letícia:
A história de amor entre o negro Otto Rodrigues (Milton Gonçalves) e a branca Letícia (Beatriz Lyra) chamou a atenção para o problema do preconceito racial. Após a exibição da cena de um beijo entre os dois personagens, a atriz chegou a ser hostilizada na rua.

Academia de Caio:
Uma grande parte da ação de 
Baila Comigo se desenvolve na academia de ginástica de Caio Fernandes (Carlos Zara), onde trabalha a professora de dança Joana Lobato (Betty Faria). Caio é sócio de Quim (Raul Cortez
) numa empresa de táxi aéreo no Brasil. Ele foi casado com Sílvia (Fernanda Montenegro), uma atriz aposentada que sobrevive da mesada que o ex-marido lhe dá. Os dois são pais de Lúcia (Natália do Vale), pediatra que, no decorrer da trama, envolve-se com Quinzinho (Tony Ramos).

Cenas Marcantes:
Carlos Zara e Natalia do Valle
A cena em que João Victor e Quinzinho (ambos interpretados por Tony Ramos) finalmente ficam frente a frente é uma das mais emocionantes da novela. Para gravar a cena, o vídeo foi dividido em duas partes, metade para as cenas de Quinzinho e metade para as de João Victor. Enquanto o primeiro falava, só a sua metade ficava descoberta. A outra parte só se abria quando era a vez de João Victor. Gravada a sequência, juntavam-se as partes, e o público assistia à interação entre os irmãos. Esse recurso foi uma grande novidade na época, e muito difícil de ser realizado.
O diretor Roberto Talma qualifica a cena do encontro dos gêmeos como a mais complicada da novela. E relembra que, à época de Baila Comigo, era comum haver uma única cena com uma grande quantidade de texto, exigindo um apurado trabalho de interpretação dos atores.

Curiosidades:
Betty Faria
Segundo Manoel Carlos, a inspiração para a trama de Baila Comigo surgiu da notícia, publicada em jornais, de que um filho legítimo do presidente João Goulart estaria reivindicando uma parte da herança da família. Esse foi o ponto de partida para a história.
A ideia inicial do autor era chamar Fernanda Montenegro para viver o papel de Helena (Lilian Lemmertz) na novela, mas a direção preferiu escalar Lilian Lemmertz. Manoel Carlos decidiu, então, criar a personagem Sílvia para Fernanda Montenegro.
Fernanda Montenegro deixou a novela antes do término para entrar no elenco de Brilhante, de Gilberto Braga, que estrearia em seguida.
Beth Goulart e Raul Cortez
Lilian Lemmertz foi a atriz que viveu pela primeira vez a Helena de Manoel Carlos. A personagem se tornou uma marca, conferindo uma unidade às novelas do autor. A personagem foi vivida por diferentes atrizes nas seguintes novelas: Felicidade (Maitê Proença – 1991), História de Amor (Regina Duarte – 1995), Por Amor (Regina Duarte – 1997), Laços de Família (Vera Fischer – 2000), Mulheres Apaixonadas (Christiane Torloni – 2003), Páginas da Vida (Regina Duarte – 2006) e Viver a Vida (Taís Araújo – 2009).
Com Baila Comigo, Manoel Carlos deu início a uma série de novelas que abordaram o sacrifício que uma mãe pode fazer por um filho ou uma filha. Além disso, em todas as suas novelas posteriores, o autor deu mais peso à mulher e suas histórias de vida.
Baila Comigo foi vendida para mais de 30 países, entre eles: Bolívia, Espanha, Itália, Marrocos, Polônia. Em Portugal, foi exibida três vezes. Foi também a primeira novela brasileira apresentada na França, pelo canal TF-1.
Tereza Rachel
As atuações de Tony Ramos e Lilian Lemmertz foram sucesso de crítica e público: a atriz, pela interpretação da sofrida Helena, e o ator, pelo desafio de fazer o papel de gêmeos, sem maquiagem, utilizando apenas recursos técnicos de voz, postura corporal e respiração para conseguir representar personalidades tão diferentes. Fisicamente, o que mais diferenciava um irmão do outro era o penteado.
Em entrevista ao Memória Globo, Raul Cortez elogiou as atuações de seus colegas de elenco, e lembrou que foi a primeira vez que contracenou com Fernanda Montenegro.
Reginaldo Faria, intérprete do médico homeopata Saulo Martins, lembra que buscou a assessoria de uma médica para viver seu personagem. O ator passou a fazer tratamento homeopático por conta do papel.

Claudio Cavalcanti e Susana Vieira
No livro Reginaldo Faria - O solo de um inquieto, publicado pela Imprensa Oficial dentro da série Aplauso, o ator declara que várias vezes pediu que o nome, que era grafado em primeiro lugar nos créditos de abertura de Baila Comigo, fosse tirado dali e posto em outro lugar, nas participações especiais, por exemplo. Faria narra o constrangimento em fazer o dr. Saulo, um personagem secundário, mas ter o nome grafado antes do de Tony Ramos, que era o verdadeiro protagonista. De nada adiantaram os pedidos do ator: a telenovela inteira teve, abrindo os créditos, Reginaldo Faria/Tony Ramos, nessa ordem.

Elenco:
Tony Ramos – Joaquim (Quinzinho) / João Victor

Lilia Lemmertz – Helena
Raul Cortez – Joaquim Gama

Suzana Vieira – Paula Vargas Leme

Fernando Torres – Plínio Miranda
Betty Faria – Joana Lobato
Tereza Rachel – Marta Tereza
Reginaldo Faria – Dr. Saulo
Fernanda Montenegro – Silvia Toledo
Carlos Zara – Caio Fernandes
Natália do Valle – Lúcia Toledo
Cláudio Cavalcanti – Guilherme
Christiane Torloni – Lia
Lauro Corona – Carlos Eduardo (Caê)
Arlete Salles – Dolores
Lídia Brondi – Mira Maia
Suely Franco – Rosa França
Otávio Augusto – Mauro
Beatriz Lyra – Letícia
Milton Gonçalves – Otto
Fernando Torres – Fauna França
Jonas Mello – Álvaro França
Maria Helena Pader – Zuleide
Carlos Gregório – Sandro
Beth Goulart – Débora
Gilberto Martinho – Antenor
Lady Francisco – Ondina
Miriam Pires – Cândida Martins
Tony Ferreira – Edmundo
Alcione Mazzeo – Laurinha
Fábio Pillar – Marcelo
Narjara Tiretta – Flora França
Jorge Botelho – Gerson Martins
Teresinha Sodré – Corina


Participações Especiais:

Mário Lago – amigo de Plínio
Carmem Silva – Andreza Martins
Monique Curi – Cristina Gomide
Maria Alves – Conceição
Denise Dumont – Xuxa
Francisco Milani – Primo de Caio
Paulo Figueiredo – Rogério Coelho


Trilha Sonora:

NacionalCapa: Betty Faria

O Lado Quente do Ser — Maria Bethânia

Deixa Chover — Guilherme Arantes
Lua e Estrela — Caetano Veloso
Corações a Mil — Marina
Loucura — Cauby Peixoto
Pano de Fundo — Fafá de Belém
Baila Comigo — Robson Jorge & Lincoln Olivetti
Viajante — Ney Matogrosso
Vida — Beth Goulart
Bicho no Cio — Marcos Valle
Rio Sinal Verde — Júnior
Vira Virou — Kleiton & Kledir
Rapte-me, Camaleoa — Naila Skorpio


Internacional:Capa: Reginaldo Faria e Natália do Valle
Without Your Love — Roger Daltrey

9 To 5 — Dolly Parton
Living Inside Myself — Gino Vannelli
Crying — Don McLean
Explosion — I. C. Bell
Angel Of Mine — Frank Duval 
As Time Goes By — George Reagan Orchestra 
Reality — Richard Sanderson 
Santa Maria — Newton Family
Time — The Alan Parsons Project
Let's Hang On — Salazar
Come Back To Me — Leslie, Kelly & John Ford Coley 
What's In a Kiss — Gilbert O’Sullivan
Losing Sleep Over You - Patrick Hernandez

Abertura

Compacto


Último Capítulo





Aos 71 anos, Eusébio morre após sofrer parada cardiorrespiratória


O mundo do futebol amanheceu em luto. Eusébio, um dos maiores jogadores da história da seleção portuguesa, morreu na madrugada deste domingo. O ex-jogador, que completaria 72 anos no próximo dia 25, e não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. De acordo com informações do jornal local Record, o antigo atacante do Benfica veio a óbito em Lisboa, capital do país, às 4h30 da manhã do horário local (2h30 de Brasília). Conhecido como a "Pantera Negra" pelos portugueses, Eusébio já vinha tendo alguns outros problemas de saúde desde 2012, quando foi internado no Hospital da Luz, em Lisboa, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Alicia Rhett, atriz de "E o Vento Levou", morre aos 98 anos


Alicia Rhett, a atriz mais velha do elenco do clássico filme "E o Vento Levou", de 1939, morreu na Carolina do Sul na sexta-feira (3). Ela tinha 98 anos. Alicia representou Índia Wilkes, irmã de Ashley Wilkes (Leslie Howard) no premiado filme com base no romance histórico de Margaret Mitchell, vencedor do Prêmio Pulitzer.
Outros membros do elenco de "E o Vento Levou..." ainda vivos são Olivia de Havilland, 97, que interpretou Melanie Hamilton, prima e mulher de Ashley Wilkes, Mary Anderson, 93, intérprete de Maybelle Merriweather, e Mickey Kuhn, 81, que interpretou Beau Wilkes.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Síria teve 73 mil mortos em 2013, o ano mais sangrento do conflito


O ano de 2013 foi o mais sangrento desde o início do conflito em março de 2011 na Síria, com um balanço de mais de 73 mil mortos - informou na quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Na terça-feira, a ONG anunciou um balanço global de mais de 130 mil mortos desde o início da guerra que opõe o regime de Bashar al-Assad e rebeldes. Entre as vítimas fatais estão 7.000 crianças. A OSDH, cuja sede fica no Reino Unido e se baseia numa grande rede de fontes civis, médicas e militares, acusou "a comunidade internacional de ser cúmplice do derramamento de sangue na Síria" em rezão de uma "séria falta de ação" para deter o conflito.

Vin Diesel e Tyrese Gibson terminam as filmagens de Velozes e Furiosos 7 em Dubai


Após a Universal comunicar que Velozes e Furiosos 7 vai chegar aos cinemas em abril de 2015, o ator Tyrese Gibson apareceu ao lado de Vin Diesel em Dubai, em foto publicada em seu Instagram nesta quinta-feira (02). Os dois estão no Oriente Médio para finalizar as gravações do filme. As filmagens estavam suspensas desde a morte do protagonista Paul Walker, em 30 de novembro. Os fãs estão curiosos para saber qual explicação a produção vai dar para o sumiço do personagem Brian O’Conner, que era interpretado por Walker.

Marinha italiana resgata 233 imigrantes no sul da Sicília


A Marinha italiana resgatou 233 imigrantes, em sua maioria africanos, de uma embarcação de 10 metros nas águas do Mediterrâneo, ao sul da Sicília, um sinal de que a crise migratória que deixou centenas de mortos em naufrágios em 2013 não arrefeceu. O resgate ocorreu na quarta-feira, e os migrantes estavam sendo levados nesta quinta para um porto perto de Siracusa, na Sicília, disse a Marinha em comunicado. Havia a bordo homens e mulheres provenientes da Eritrea, Nigéria, Somália, Zâmbia e Mali, bem como do Paquistão, segundo a Marinha.

Os desembarques por mar na Itália, com procedência da África, mais do que triplicaram em 2013, incrementados por refugiados da guerra civil na Síria e de conflitos políticos na região do Chifre da África. Em outubro, 366 eritreus morreram afogados em um naufrágio perto da costa da ilha italiana de Lampedusa.

Relembrando a Carreira: 64 anos de Débora Duarte


A Patota
A paulistana Débora Susan Duke não tinha completado 6 anos, quando estreou na televisão, no seriado Ciranda Cirandinha, na extinta TV Tupi. Poderia ser mais um caso de atriz precoce, não fosse ela uma Duarte, família que há três gerações se dedica à arte de representar, seja na telinha, na tela grande ou nos palcos. Seu padrasto chama-se Lima Duarte. Sua mãe, Marisa Sanches, era atriz. E suas duas filhas, Paloma e Daniela, como era de se esperar, também são do ramo. Débora Susan Duke, a Débora Duarte, nasceu em 2 de janeiro de 1950, na cidade de São Paulo, e já atuou em mais de 30 novelas, cinco minisséries e diversos especiais. 
“A televisão começou no Brasil, em 1950, e, naquela época, o artista ainda era muito marginalizado. Ganhava muito mal e era malvisto pela sociedade. Meu pai e minha mãe eram duros, e não tinham dinheiro para ter babá. Então, iam para a televisão, ficavam lá o dia inteiro, e me levavam junto. Fui criada naqueles corredores, naqueles cenários. Um dia, alguém me pediu emprestada para fazer alguma coisa, eu fiz direitinho; aí me pediram de novo, aí comecei a falar, não parei mais. Foi assim que comecei. Eu acho que a primeira coisa para a qual me chamaram foi comer bolacha, ou desfilar roupa infantil. Depois é que apareceu uma falinha, e foi lindo”, conta. Ainda que fossem tempos difíceis, sob o ponto de vista econômico, Débora guarda ótimas lembranças da época em que trabalhou na TV Tupi: “Era uma grande escola. Como tinha gente talentosa lá. Dá uma certa nostalgia falar, porque era uma época muito rica em companheirismo. Também era mais artesanato, não era tanto indústria. Era ao vivo, aconteciam coisas engraçadas.”
 
Beto Rockfeller (1968), escrita por Bráulio Pedroso, com direção de seu padrasto, Lima Duarte, foi um dos trabalhos mais importantes e marcantes de Débora Duarte na TV Tupi. Na trama, a atriz viveu Lu, namorada de Beto, interpretado por Luis Gustavo, e o papel lhe rendeu o Troféu Imprensa e o Troféu Roquette Pinto de melhor atriz. Além disso, também um convite para atuar em seu primeiro longa-metragem, Celeste, na França. “Eu já estava gravando As Bruxas, um seriado de Ivani Ribeiro, quando me convidaram para fazer um filme na França. Eu nunca tinha feito cinema, muito menos falando em francês!”, recorda.

Débora Duarte estreou na Globo em 1972. Antes disso, além da Tupi, atuara também na Record, onde gravou Editora Mayo, Bom Dia (1971), de Walther Negrão. Foi contratada pela Globo para protagonizar a novela Bicho do Mato, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro. “Foi minha primeira novela na Globo. Aliás, nada mais apropriado, pois eu era um bicho do mato. Assim, cheguei aqui, começaram a me por aqueles vestidinhos curtos, e eu morria de vergonha. Não estava acostumada”, lembra.
Carinhoso
A atriz já tinha uma protagonista em seu currículo e, agora, desejava viver uma vilã. Foi o que aconteceu em Carinhoso, de Lauro César Muniz, em 1973. “Maravilha! Foi a primeira grande vilã que fiz. Acho que ficou bem definido, por várias gerações: era a namoradinha do Brasil e a louquinha do Brasil, Regina Duarte e eu, as Duartes. Ela fazia a mocinha, e eu, a rebelde”, diverte-se. Sobre sua primeira vilã, a atriz revela: “Eu estava tentando uma linguagem meio de história em quadrinhos. Minha personagem era meio catatônica, então eu queria um desenho estranho para o nervosismo dela, e consegui fazer. Foi um trabalho que gostei muito.”
Pecado Capital
Outra lembrança que a atriz tem do início dos anos 1970 foi a primeira versão da novela Roque Santeiro, de Dias Gomes, para a qual fora escalada no papel de Lulu, esposa do personagem Zé das Medalhas. O elenco chegou a gravar entre dez e 12 capítulos, mas a Censura Federal proibiu a exibição da novela. “Fiquei muito chateada, porque eu teria um papel maravilhoso. A Censura proibiu, e Janete Clair escreveu Pecado Capital. E eu ganhei um presente, que foi a Vilminha. Até hoje falam dela comigo”, comenta. Em Pecado Capital, Débora também teve o prazer de atuar ao lado de Lima Duarte, que viveu seu pai na história. “Lima é caudaloso. O olhar dele é uma coisa tão plena. Você não precisa fazer nada, só deixar entrar. Eu adoro contracenar com ele. Engraçado que a gente nunca teve conversas a respeito de trabalho em casa. A gente nunca comentou a cena um do outro. Ou pediu para estudar junto”, revela.
 
Em 1979, ao lado de artistas como Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Luis Gustavo, a atriz foi para a TV Bandeirantes, onde atuou na novela Cara a Cara, de Vicente Sesso. Curiosamente, seu então marido, o cantor Antônio Marcos, também participou como ator. Na mesma emissora, comandou um musical, que tinha dramaturgia e cenas externas, chamado Rosa e Azul, com direção de Roberto Talma. “Ele estraçalhou. Conseguiu fazer, de uma verba pequena, um programa riquíssimo. Ele deu um show”, recorda-se. No ano seguinte, de volta à Globo, a atriz participou de Coração Alado, de Janete Clair e, em seguida, em 1981, de Jogo da Vida, de Silvio de Abreu, novela que lembra com carinho, mas reclama: “Eu era uma professora de inglês. Eu fiquei muito irada, porque era uma comédia maravilhosa, como só o Silvio e Jorge Fernando sabem fazer. E o único personagem trágico era o meu – que se suicida, inclusive”, ri.
Anarquistas, Graças a Deus
A minissérie Anarquistas, Graças a Deus (1982), escrita por Walter George Durst a partir do livro de Zélia Gattai, é um dos trabalhos pelos quais demonstra o maior xodó. “Essa minissérie me trouxe tanta coisa boa na vida. Fui à casa de Jorge Amado e Zélia Gattai, e Jorge me autografou todos os livros: ‘Para minha sogra’. Em Anarquistas, eu fazia o papel da mãe de Zélia. E eu amava aquela personagem. Acho que foi um dos melhores trabalhos que fiz até hoje”, classifica. A atriz aproveita para dizer, orgulhosa, que é de Zélia Gattai o prefácio de seu livro de poemas No Colo do Apolo, lançado em agosto de 2011, que tem orelha de Mário Lago.
Corpo a Corpo
Outra minissérie, Padre Cícero, de Aguinaldo Silva e Doc Comparato, exibida em 1984, também está viva na memória de Débora. Por um motivo peculiar: “Stênio Garcia fazia o Padre Cícero. A hora que ele punha a hóstia na boca da minha personagem, a Maria do Araújo, ela começava a sangrar. Então, todo mundo falava: ‘Milagre, milagre!’ Eu lembro que a gente estava gravando essa cena e, na hora que ele pôs a hóstia na minha boca, começou a chover. E foi um tal de me agarrar e me chamar de ‘minha santinha’! Eu passei um apuro ali”, relata.
Débora Duarte atuou pela primeira vez ao lado da filha Paloma Duarte no seriado Grande Pai, dirigido por Walter Avancini, em 1991, no SBT. Em telenovelas, a primeira vez foi na Globo, em Terra Nostra (1999), de Benedito Ruy Barbosa. A novela, inclusive, não lhe deu apenas tal experiência. Na ocasião, ganhou o troféu APCA de melhor atriz. “Gostei muito de fazer. Era um trabalho contido, difícil. Bom elenco, um belo trabalho, uma novela excelente do Benedito”, acrescenta. Paraíso Tropical, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, de 2007, também lhe traz recordações e autocrítica: “Eu estava muito gorda. Isso me atrapalhou um pouco. Eu parecia uma montanha. Foi a primeira vez que trabalhei com Gloria Pires e me apaixonei. Adoro a pessoa e adoro a atriz. Olha, fosse só por isso, já tinha valido. Foi um ganho de vida para mim”, relata. 
com Antônio Fagundes em Terra Nostra
Débora Duarte também fez rádio, teatro (sua primeira peça, O Sistema Fabrizzi, quando atuou com 16 anos, lhe rendeu o prêmio de atriz revelação em 1967) e mais dois longas-metragens, além do livro de poemas. Com quase 50 anos de carreira, é uma atriz dramática, capaz de construir seus personagens com tamanha carga emotiva que emociona e impressiona, pela verdade que passa para o público. “Minha maneira de fazer televisão não é trazer tudo pronto, nem fazer tudo igual. Eu busco a profundidade do inconsciente. Eu vivo, e sirvo para isso, para a ponte. Eu te pego aqui, te carrego nesta história e te deixo ali. Se eu não conseguir te conquistar, se não te atinjo, não estou servindo para nada. Então, se você serve bem, está cumprindo a sua função”, define.
Novelas na TV Globo
Bicho do Mato (1972)
A Patota (1972)
Carinhoso (1973)
O Espigão (1974)
Escalada (1975)
Pecado Capital (1975)
Coração Alado (1980)
Jogo da Vida (1981)
Elas por Elas (1982)
Partido Alto (1984)
Corpo a Corpo (1984)
Bebê a Bordo (1988)
Sonho Meu (1993)
Pátria Minha (1994)
Explode Coração (1995)
Terra Nostra (1999)
Porto dos Milagres (2001)
Como uma Onda (2004)
Paraíso Tropical (2007)
Três Irmãs (2008)
Tempos Modernos (2010)
Cordel Encantado (2011)
 
Minisséries
Parabéns pra Você (1983)
Anarquistas, Graças a Deus (1984)
Padre Cícero (1984)
Hilda Furacão (1998)
O Quinto dos Infernos (2002)
 
Seriados
Ciranda Cirandinha (1976)
Dicas de um Sedutor (2008)
Toma Lá Dá Cá (2009)

Dois a cada três brasileiros dizem que já acordam cansados


Você já acorda de manhã cansado (a) e com a sensação de que deveria dormir mais umas duas horas? Então saiba que dois terços dos brasileiros estão na mesma situação. Uma pesquisa feita pelo Ibope indica que 98% da população apresenta algum grau de cansaço no dia a dia, e 60%  deixa de cumprir alguma obrigação por isso com frequência, ou ao menos ocasionalmente.

Apesar de 63% dos pesquisados já acordar com algum nível de indisposição, é no período da tarde e da noite que as pessoas mais sentem o cansaço bater - 36% e 34%, respectivamente. Para completar, 40% das pessoas tendem a se largar no sofá para não fazer nada quando chegam em casa. As razões para essa epidemia de desânimo, segundo 70% dos 1.500 entrevistados, são o estresse e a correria do dia a dia - dois bons e velhos clichês. Para 45% das pessoas, a falta de condicionamento físico tem um papel importante no quadro. O levantamento mostrou, aliás, que os brasileiros menos sedentários são justamente aqueles que menos reclamam do cansaço. Mas eles são a minoria: 74% não fazem exercícios com regularidade. O cansaço também é empecilho, muitas vezes, para o sexo. A afirmação foi acompanhada de um "às vezes" para 31% dos entrevistados, de um "frequentemente" para 14% e de um assustador "sempre" para 4%.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

As + Tocadas em 2013

2013 chegou ao fim e que tal passar essas últimas horas ouvindo tudo que foi sucesso no ano? Veja as músicas mais tocadas em 2013:

1 - Show das Poderosas - Anitta


2 - Piradinha - Gabriel Valim

3 - Vagalumes - Pollo

4 - Just Give me a Reason - Pink

5 - Garotas não merecem Chorar - Luan Santana

6 - A Bela e o Fera - Munhoz e Mariano

7 - Wake me Up - Avicci

8 - Um Ser Amor - Paula Fernandes

9 - Best Song Ever - One Direction

10 - Roar - Katy Perry

11 - Amiga da Minha Irmã - Michel Teló

12 - Caso Indefinido - Cristiano Araújo



13 - A Thousand Years - Christina Perri


14 - Irracional - Marcos e Belutti


15 - Caipifruta - Naldo


16 - Diamonds - Rihana


17 - When I was Your Man - Bruno Mars


18 - Vidro Fumê - Bruno e Marrone


19 - Jeito Carinhoso - Jads e Jadson


20 - Heart Attack - Demi Lovato


21 - We Can't Stop - Miley Cyrus

22 - O que cê vai Fazer - Fernando e Sorocaba


23 - Fofinha Delícia - Sorriso Maroto


24 - Girl on Fire - Alicia Keys


25 - Simples Desejo - Thiaguinho

Morre o ator James Avery, o tio Phil de "Um Maluco no Pedaço"


Morreu nesta madrugada (1º) o ator americano James Avery. Ele tinha 65 anos. Segundo o site "TMZ", ele teve complicações após passar por uma cirurgia cardíaca em um hospital de Los Angeles. Avery era mais conhecido pelo papel de tio Phil no seriado "Um Maluco no Pedaço" (1990-1996). Além do seriado protagonizado por Will Smith, Avery participou de mais de 170 produções na TV e no cinema.

Alfonso Ribeiro, que interpretava o filho dele no programa, publicou uma mensagem de pesar em uma rede social.


"O mundo perdeu um homem verdadeiramente especial", escreveu. "Estou profundamente triste de dizer que James Avery morreu". "Apesar de ter interpretado meu pai na televisão, ele foi uma maravilhosa figura paterna para mim [também] na vida real. Sentirei muitas saudades".

Blog do Programa Atualize

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