O
técnico Dunga anunciou, na manhã desta terça-feira (5), na sede da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF), a lista final com os nomes dos 23 jogadores que
disputarão o primeiro campeonato oficial da Seleção Brasileira desde a Copa do
Mundo do ano passado: a Copa América, que será entre os dias 11 de junho e 4 de
julho, no Chile.
Veja a lista dos convocados:
GOLEIROS
Jefferson
(Botafogo)
Diego
Alves (Valencia)
Marcelo
Grohe (Grêmio)
ZAGUEIROS
David
Luiz (Paris Saint-Germain)
Marquinhos
(Paris Saint-Germain)
Thiago
Silva (Paris Saint-Germain)
Miranda
(Atlético de Madrid)
LATERAIS
Fabinho (Mônaco)
Marcelo
(Real Madrid)
Filipe
Luís (Chelsea)
Danilo
(Porto)
MEIO-CAMPO
Luiz
Gustavo (Wolfsburg)
Fernandinho
(Manchester City)
Elias
(Corinthians)
Casemiro
(Porto)
MEIA-ATACANTES
/ ATACANTES
Everton
Ribeiro (Al-Ahli)
Douglas Costa (Shakhtar Donetsk)
Willian (Chelsea)
Philippe
Coutinho (Liverpool)
Neymar
(Barcelona)
Diego
Tardelli (Shandong Luneng)
Robinho
(Santos)
Roberto
Firmino (Hoffenheim)
"Confiamos
em todos que colocamos na lista. Se nós trouxemos estes jogadores para a
Seleção Brasileira, é porque confiamos neles. É claro que o treinador é que vai
escolher os 11 que vão jogar, mas todos fazem parte do grupo", afirmou Dunga,
em entrevista coletiva. "A gente tenta buscar o que é melhor para a
Seleção Brasileira, montar a equipe dentro de um padrão. Analisamos o
rendimento que estes jogadores tiveram nos últimos jogos pela Seleção para
montar uma seleção competitiva, que mescle experiência e juventude".
O
Brasil começa a caminhada pelo nono título continental no Grupo C, junto com
Colômbia, Peru e Venezuela. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam
para a fase final, além dos dois melhores terceiros colocados, totalizando os
quatro confrontos das quartas de final. A partir daí e até a final, os duelos
são eliminatórios.
Na
primeira fase, o Brasil faz sua estreia contra o Peru, no dia 14 de junho. No
dia 17, a Seleção joga contra a Colômbia, e enfrenta a Venezuela na terceira
rodada, no dia 21. Doze países estão na Copa América: o anfitrião Chile,
Equador, Bolívia, Argentina, Uruguai, Paraguai, Brasil, Colômbia, Peru,
Venezuela, México e Jamaica - estes dois últimos como países convidados pela
Conmebol.
A
apresentação dos jogadores está prevista para o dia 1º de junho, na Granja
Comary, para uma bateria de exames médicos e testes físicos. O período de
treinos deve começar na quarta-feira (3). No dia 7 de junho, às 17h, o Brasil
tem amistoso contra o México, no Allianz Parque - o estádio do Palmeiras
-, em São Paulo. O selecionado encerra a preparação para a Copa América com
outro jogo amistoso, desta vez em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio, no dia 10
de junho. O adversário é a seleção de Honduras. A delegação segue viagem
para Temuco, no Chile, no dia 12 de junho.
O
governo americano está oferecendo um total de US$ 20 milhões (R$ 61 milhões) em
recompensa por informações que levem a quatro supostos líderes do
autoproclamado Estado Islâmico.
Os
quatro foram identificados como Abdul Rahman Mustafa al-Qaduli, Abu Mohammed
al-Adnani, Tarkhan Tayumurazovich Batirashvili e Tariq bin al-Tahar bin
al-Falih al-Awni al-Harzi. Eles foram colocados em uma lista de procurados
do Programa Recompensas para a Justiça.
Na
terça-feira, o Estado Islâmico assumiu a autoria de uma tentativa de atentado
contra uma competição de caricaturas sobre o profeta Maomé no Texas no último
domingo.
A
organização afirmou que "dois soldados do califado" atacaram o evento
no centro de conferência de Garland, perto de Dallas.
O
Departamento de Estado americano ofereceu US$ 7 milhões por informações que
levem a Abdul al-Qaduli, descrito como uma autoridade da cúpula do Estado
Islâmico que antes pertencia às fileiras da al-Qaeda no Iraque.
Além
disso, Washington ofereceu US$ 5 milhões para Adnani e Batirashvili e até US$ 3
milhões por Harzi. Adnani foi descrito como porta-voz do EI e Batirashvili
– que também é conhecido como Omar Shishani – como um comandante de operações
de campo no norte da Síria. Harzi seria o chefe dos homens-bomba do grupo.
O
"Estado Islâmico" conquistou partes do território leste da Síria e do
norte do Iraque e os declarou um califado. Passou então a impor na região uma
dura interpretação da lei islâmica.
O
Departamento de Estado disse que o grupo é responsável por abusos sistemáticos
de direitos humanos, incluindo execuções em massa, estupros e assassinatos de
crianças.
O
grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta terça-feira a autoria
do ataque realizado no último domingo contra uma exposição de charges do
profeta Maomé no Texas (EUA), em um boletim informativo de seu programa de
rádio pela internet, o "Al Bayan".
"Dois soldados do califado realizaram um ataque contra uma exposição de
caricaturas contra o profeta na cidade de Garland, no Texas, na América",
diz o locutor na gravação, cuja autenticidade ainda não pôde ser comprovada.
Pouco depois, o integrante do EI explicou que se tratava de uma mostra que
ensinava "charges negativas do profeta Maomé", acrescentando que os
dois atacantes abrigam fogo e causaram ferimentos aos policiais que faziam a
segurança do local.
"Dizemos aos EUA que o que virá será maior e mais amargo. Vocês verão que
os soldados do Estado Islâmico fazem coisas horríveis", concluiu o locutor
da gravação.
Trata-se do primeiro ataque em solo americano que a organização terrorista
assume a autoria.
A polícia americana identificou os autores do ataque como Elton Simpson e Nadir
Soofi, ambos residentes no Arizona e mortos pelos agentes durante o atentado.
Em janeiro deste ano, 12 pessoas morreram em Paris na redação do semanário
humorístico francês "Charlie Hebdo", que tinha publicado charges do
profeta, em um atentado reivindicado pela Al Qaeda na Península Arábica.
No
liquidificador bata o leite, os ovos, a farinha de trigo, o açúcar, o fermento,
a canela, a banana e a margarina. Unte uma frigideira antiaderente de 13 cm de
diâmetro. Faça as panquecas e doure bem dos dois lados. Sirva quente com lascas
de amêndoa e mel.
Dica:
Substitua as lascas de amêndoa por raspas de casca de limão.
A
nova princesinha da família real britânica já tem nome: Charlotte Elizabeth
Diana. A informação foi confirmada pelos representantes do Kensignton Palace,
residência oficial de Kate
Middleton e Príncipe William, exatamente às 11h05, três minutos depois
que um jornalista do "Daily Express", Richard Palmer, anunciou a seus
seguidores no Twitter a novidade.
A
princesinha nasceu na manhã deste sábado, 2, em no hospital St. Mary, em
Londres.
Charlotte
é a versão feminina do nome do avô, o Príncipe Charles, e o nome do meio da
irmã de Kate, Pippa. E estava na segunda posição entre os nomes preferidos dos
súditos para a princesinha, segundo as casas de apostas.
A atriz Grace Lee Whitney, que interpretou a assistente do
Capitão Kirk (William Shatner) na primeira temporada da série "Star
Trek", morreu aos 85 anos na última sexta-feira (1º), em sua casa na
Califórnia. A informação foi confirmada por seu filho ao jornal local "The
Fresno Bee" e à agência Associated Press.
Whitney atuou como Janice Rand, a assistente de Kirk, em
oito dos treze episódios da primeira temporada de "Star Trek", antes
de ser dispensada. Segundo a atriz, ela deixou a série porque os produtores se
preocupavam com a química entre ela e Shatner. Ela reprisou o papel mais tarde
em quatro filmes de franquia.
"Houve uma cena que eu e Shatner fizemos que assustou
os produtores. Eles disseram 'eles estão ficando muito próximos, isso está
ficando muito quente. Temos que removê-la porque senão irá parecer que ele a
está traindo quando ele se apaixonar por mulheres de outros planetas'",
afirmou Whitney em uma entrevista de 2011.
A atriz também trabalhou na série "Batman" que
foi exibida nos anos 1960, e em filmes como "Quanto Mais Quente
Melhor" e "Irma la Douce".
Em sua autobiografia, publicada em 1998, Whitney revelou
que sofreu com o alcoolismo, que interrompeu sua carreira na atuação. Ela lutou
contra o vício por anos, e recebeu a ajuda de Leonard Nimoy, o Spock para
retomar seus trabalhos.
A
história começa na grande São Paulo, no final da década de 1970. O ex-perito em
fogos de artifícios José Clementino (Tony Ramos)
arranja emprego como pedreiro na construção de um suntuoso shopping center, uma
das muitas obras realizadas pela construtora do engenheiro César Toledo (Tarcísio
Meira). Durante a festa da cumeeira, quando engenheiros e operários se
reúnem para comemorar a colocação da última laje da obra, a mulher de
Clementino flerta com vários homens. A certa altura, quando dá pela falta da
mulher, o pedreiro sai à sua procura e a encontra em um canto afastado da
construção tendo relações com dois homens. Tomado pela fúria, Clementino mata a
mulher e um dos homens a golpes de pá. César Toledo ouve os gritos e contém
Clementino, com a ajuda de um grupo de operários. Chocado com a violência do
empregado, o empresário chama a polícia e, mais tarde, depõe contra ele no
julgamento. O seu testemunho é decisivo para a condenação de Clementino. Vinte
anos se passam, e Clementino deixa a cadeia. O tempo em que esteve exposto à
dura realidade do sistema penitenciário fez dele um homem ainda mais
amargurado. Embora tente reconstruir sua vida, está obcecado pelo desejo de se
vingar de César Toledo, que considera ter sido o grande responsável pela sua
condenação.
César
Toledo tornou-se um empresário poderoso, mas leva uma vida cheia de angústias.
Seu casamento com Marta (Glória
Menezes) está em crise e praticamente só se sustenta graças aos esforços
dela. A união naufraga de vez quando César reencontra um antigo amor, a
advogada Lúcia Prado (Natália do Vale), e os dois começam um romance. A relação
com os filhos também não é bem resolvida. O mais velho, Henrique (Edson
Celulari), administra os negócios do shopping, mas tem um temperamento bem
diferente do pai. Extravagante e vaidoso, transforma a festa de inauguração do
Tropical Towers em um pomposo evento carnavalesco. Alexandre (Marcos
Palmeira), o filho do meio dos Toledo, é um jovem estudante de Direito que
se ressente de ainda depender da ajuda financeira do pai, que faz questão de
que ele complete os estudos antes de sair de casa. O filho mais novo, Guilherme
(Marcello Antony), é a principal fonte dos tormentos da família. Dependente
químico, envolvido com marginais, ele vive fugindo de clínicas de recuperação e
tentando extorquir dinheiro dos parentes e amigos para conseguir sustentar o
vício.
Durante a festa de inauguração do shopping, depois de tentar arranjar
dinheiro, sem sucesso, ele invade de motocicleta o saguão principal do edifício
e tem de ser contido pelos seguranças. A
família de José Clementino, para junto da qual ele volta quando sai da cadeia,
trabalha e vive no ferro-velho do seu pai, Agenor (Juca
de Oliveira), um homem violento que criou duramente e sem carinho seus
filhos e netos. Lá vivem os dois meio-irmãos de Clementino, Gustinho (Oscar
Magrini) e Boneca (Ernani Moraes); e Shirley (Karina Barum), sua filha mais
nova, uma jovem meiga e graciosa que sofre de um defeito físico na perna. Ela
toma conta de Jamanta (Cacá Carvalho), um portador de deficiência mental que
vive como agregado da família e trabalha no ferro-velho. Naquele ambiente frio
e sem vida, ocorrem alguns dos melhores momentos cômicos da novela, graças às
brigas de Gustinho e Boneca – que vivem debochando e implicando um com o outro
– e às trapalhadas de Jamanta, um personagem que encantou o público.
A
outra filha de Clementino é Sandrinha (Adriana
Esteves). Ao contrário de Shirley, ela não perdoa o pai por ter assassinado
sua mãe, e alimenta sentimentos negativos em relação a todos os outros membros
da família. É uma jovem mau-caráter e ambiciosa, que trabalha como garçonete na
lanchonete de Edmundo Falcão (Victor Fasano) mas faz qualquer coisa para se dar
bem e subir na vida. É por isso que se envolve com Alexandre Toledo.
Completamente apaixonado pela moça, ele não percebe que ela está interessada
principalmente no seu dinheiro, e que o trai sempre que possível. Dando
início ao seu plano de vingança, José Clementino consegue um emprego como vigia
do Tropical Towers. Ele pretende instalar explosivos no edifício. Seu plano é
destruir o grande empreendimento de César Toledo, mas sem ferir inocentes. Os
explosivos seriam detonados quando o shopping estivesse vazio. Entretanto, por
razões misteriosas, os artefatos são acionados antes da hora, quando o edifício
está lotado. A explosão deixa muitos feridos e mata várias pessoas.
Alguns
personagens de destaque na novela morrem na explosão do Tropical Towers.
Guilherme, o jovem problemático que inferniza a vida dos Toledo, é um deles.
Outras duas vítimas são a estilista Rafaela (Christiane
Torloni) e a ex-modelo Leila Sampaio (Silvia Pfeifer). As duas são sócias
de uma butique de moda e têm um relacionamento amoroso. Quando
o romance entre Lúcia Prado e César Toledo chega ao fim, a advogada se envolve
com Alexandre. No final da novela, já tendo acordado para o verdadeiro caráter
de Sandrinha, o filho de César Toledo decide ficar em definitivo com o ex-amor
do pai. César Toledo e Marta acabam se reconciliando. No
capítulo final, quando os personagens centrais estão reunidos na casa dos
Toledo para o casamento de Henrique (Edson
Celulari) e Celeste (Letícia
Sabatella), o mistério é esclarecido.
José Clementino consegue levar a
polícia até a cerimônia. Forçado pelos policiais, seu pai, Agenor, confessa
que fora contratado por Ângela para instalar os explosivos que o filho
havia fabricado, mas garante que não completou o serviço. Coube a Luzineide
(Eliane Costa), também cozinheira da lanchonete de Edmundo Falcão e que
atravessara a novela sem pronunciar uma palavra sequer, a tarefa de revelar que
havia sido Sandrinha a responsável pela explosão do shopping. Sandrinha
confessa que ficara sabendo dos explosivos porque havia flagrado uma conversa
do avô com Ângela, e que destruíra o shopping por raiva de Clementino, que
assassinara sua mãe, e dos Toledo, que nunca a aceitaram como namorada de
Alexandre. Clementino
termina a novela ao lado de Clara (Maitê Proença), irmã de Marta que vive como
uma agregada da família Toledo. Os dois se apaixonam ao longo da novela. É o
amor por Clara que o ajuda a transformar-se em um novo homem, liberto do rancor
que carregou durante muitos anos.
Tramas
Paralelas:
Cala
a boca, Luzineide!
Na lanchonete de Edmundo Falcão (Victor Fasano) também trabalha a garçonete
Bina Colombo (Claudia Jimenez), uma mulher espontânea e engraçada, mas ingênua,
que alimenta o sonho de se tornar rica. Ela mora com a tia Sarita (Etty Fraser)
em um apartamento pequeno, mas a vida das duas muda depois que, graças a um
golpe do destino, a garçonete se torna dona de uma fortuna. Bina está sempre
acompanhada da sua melhor amiga, a dócil cozinheira Luzineide (Eliane Costa),
que também trabalha na lanchonete e a quem ela ofusca com sua personalidade
exuberante, impedindo que a moça fale; é sempre censurada por um “Cala a boca,
Luzineide!”. No decorrer da novela, Bina Colombo se dividiu entre Edmundo
Falcão, Gustinho e Boneca. Ela se casa com o dono da lanchonete, mas os quatro
personagens terminam juntos, formando um quadrado amoroso.
Paixão
doentia
A empresária Ângela (Claudia
Raia), braço-direito dos Toledo na administração do shopping, nutre uma
paixão platônica por Henrique Toledo, seu melhor amigo e colega de trabalho.
Henrique, no entanto, é casado com Vilma (Isadora Ribeiro), além de ser um
mulherengo incorrigível que coleciona conquistas românticas, e não desconfia
dos sentimentos da amiga. Aos poucos, a paixão de Ângela vai se tornando cada
vez mais doentia e, para conseguir o que quer, ela se torna uma assassina fria
e implacável, que chega a comemorar as mortes de suas vítimas. Seu final é
trágico: ao descobrir que Henrique se casaria com Celeste (Letícia
Sabatella), a mãe de um filho de seu irmão Guilherme, Ângela se atira do
alto do recém-reconstruído Tropical Towers.
Curiosidades:
Em Torre
de Babel, Silvio
de Abreu deu continuidade à linha que adotara em sua novela
anterior, A Próxima Vítima (1995). O humor – sua principal marca
registrada – saía do primeiro plano para servir como tempero de uma trama
policial clássica, cheia de personagens ambíguos, gravitando em torno de um
grande mistério a ser desvendado no final. A temática principal da novela era a
violência em uma sociedade na qual ricos se fecham em condomínios e marginais
são trancafiados em sistemas penitenciários inoperantes.
Através
do personagem de Tony Ramos, Silvio
de Abreu aproveitou para falar da dificuldade que os ex-presidiários
encontram quando tentam retornar ao mercado de trabalho e de como a escassez de
oportunidades e o preconceito social contribuem para que muitos voltem ao
crime.
Torre de Babel estreou em 1998, cercada de expectativas. Tratava-se de uma
superprodução, com um elenco estelar se arriscando em papéis pouco comuns em
suas carreiras. Tony Ramos fugia
do habitual papel de herói romântico para viver um ex-presidiário rancoroso e
sombrio. O ator raspou os cabelos, emagreceu oito quilos e meio e apareceu com
a barba por fazer em vários capítulos. Claudia
Raia, um dos símbolos sexuais da televisão brasileira, interpretava uma
empresária fria, sem sensualidade aparente, que se revelava uma assassina
psicopata. Tarcísio
Meira e Glória
Menezes, o grande casal da televisão brasileira, viviam marido e mulher que
não se amavam e acabavam se envolvendo com outras pessoas.
A
novela causou polêmica por conta de alguns temas até então pouco explorados nas
novelas de Silvio
de Abreu. O autor tratou de drogas, infidelidade conjugal, homossexualidade
e violência, provocando reações em parte da audiência e da Igreja.
A
repercussão negativa levou a mudanças na estrutura da trama. Nesse sentido, a
explosão do shopping teve, em termos de narrativa, uma função similar à do
terremoto em Anastácia, a Mulher sem Destino (1967). O evento já
estava previsto na sinopse, mas Silvio
de Abreu decidiu utilizá-lo para eliminar personagens que não foram
bem aceitos pelo público, como o dependente químico Guilherme (Marcello Antony)
e a ex-modelo e empresária Leila (Silvia Pfeifer), namorada de Rafaela (Christiane
Torloni). Segundo o autor da trama, a morte da personagem Rafaela estava
prevista desde a sinopse. Com a morte de sua companheira, Leila se aproximaria
de Marta (Glória
Menezes), e as duas se tornariam grandes amigas. A partir dessa relação, Silvio
de Abreu pretendia discutir o preconceito em relação à amizade de
heterossexuais com homossexuais. No entanto, o autor revela que não conseguiu
levar sua ideia adiante por conta do que foi divulgado pela imprensa logo nos
capítulos iniciais da novela: que, com a morte de Rafaela, Leila teria um
romance com Marta, fato que não estava previsto na história em nenhum momento.
Segundo Silvio
de Abreu, a repercussão dessa trama fictícia chocou o público, que não
queria ver Glória
Menezes e Silvia Pfeifer em cenas de intimidade. Por conta da
repercussão da história, e temendo que isso prejudicasse sua novela como um
todo, o autor decidiu que Leila também morreria na explosão do shopping.
Outro
personagem que morreu com a explosão do shopping foi o violento Agenor (Juca
de Oliveira). Na realidade, ele foi dado como morto, e afastou-se da trama
durante um período, mas voltou à novela alguns capítulos depois.
Até
o final da trama, Silvio
de Abreu conseguiu manter o suspense sobre o culpado pela explosão do
Tropical Towers. Como já havia acontecido antes em A Próxima Vítima (1995),
a gravação da cena em que a identidade do criminoso é revelada foi realizada no
dia da exibição do último capítulo. Os atores envolvidos só receberam suas
falas horas antes da gravação.
Silvio
de Abreu conta que quis abordar temas relacionados ao problema da
violência e também discutir duas opiniões: a que diz que a violência existe
porque a condição social do indivíduo é injusta e a que argumenta que não
adianta os ricos se protegerem atrás de grades, porque, mais cedo ou mais
tarde, serão atingidos pelo problema. O tom forte de algumas cenas era uma
tentativa de escapar à banalização da violência que o autor julgava ter tomado
conta de muitos dos programas de televisão.
Torre
de Babel também teve um lado cômico, que funcionou bem desde o
princípio. Os bordões de alguns personagens ganharam as ruas. Entre eles, o
“percebe”, que Gustinho (Oscar Magrini) usava para pontuar suas falas, e o
“cala a boca, Luzineide!”, que Bina (Claudia Jimenez) exclamava cada vez que a
amiga fazia menção de falar. Preservando o espírito original do texto de Silvio
de Abreu, Claudia Jimenez introduziu o bordão “Tô podendo!” aos textos da
sua personagem.
Danton
Mello, que interpretava o jovem Adriano de Torre de Babel, teve de se
afastar da novela por dois meses devido a um acidente de helicóptero que sofreu
quando participava das gravações do programa educativo Globo Ecologia, do
qual era o apresentador. O ator teve descolamento de vários órgãos e passou por
uma cirurgia no abdome. Para explicar a ausência de Adriano da trama, Silvio
de Abreu decidiu que o personagem, após um grave desastre de carro,
fora levado em coma para os Estados Unidos para recuperar-se das sequelas. Seis
meses se passam na história e, quando Adriano retorna ao Brasil em uma cadeira
de rodas, sua amada Shirley (Karina Barum) se recupera de uma operação na perna
esquerda, que a fez deixar de ser manca.
Claudia
Raia conta que chegou a ser hostilizada na rua por conta das maldades
de sua personagem, Ângela. A atriz revela que procurou a ajuda de uma terapeuta
para conhecer um pouco mais sobre o universo dos psicopatas.
Silvio
de Abreu trouxe de volta o personagem Jamanta na novela Belíssima,
em 2005. Luzineide (Eliane Costa) também reaparece no último capítulo da trama.
Jamanta está no altar, prestes a se casar com Regina da Glória, personagem da
atriz Lívia Falcão, quando Luzineide entra na Igreja com vários filhos a
tiracolo e impede o casamento.
Torre
de Babel foi exibida, entre outros países, na Argentina, na Bélgica, no
Marrocos, no México, na Romênia e no Senegal.
Elenco:
Tony Ramos – Clementino
Glória Menezes – Marta Toledo
Tarcísio Meira – César Toledo
Edson Celulari – Henrique
Cláudia Raia – Ângela Vidal
Marcos Palmeira - Alexandre
Adriana Esteves – Sandrinha
Juca de Oliveira – Agenor
Maitê Proença – Clara
Letícia Sabatella – Celeste
Marcello Antony - Guilherme
Natália do Valle – Lúcia
Victor Fasano – Edmundo
Christiane Torloni – Rafaela
Sílvia Pfeifer – Leila
Cláudia Jimenez – Bina
Cacá Carvalho – Jamanta
Karina Barum – Shirley
Ernani Moraes – Ariclenes
Cleyde Yáconis – Deolinda
Stênio Garcia – Bruno
Isadora Ribeiro – Vilma
Oscar Magrini – Augusto / Johnny Percebe
Etty Fraser – Sarita
Pedro Paulo Rangel – Pedro
Ada Chaseliov – Eliane
Carvalhinho – Cláudio
Liana Duval – Luísa
Caio Graco – Henrique
Duda Mamberti – Carlito
Vanda Lacerda – Eglantine
Danton Mello – Adriano
Eliane Costa – Luzineide
Felipe Rocha – Dino
Felipe Latge – Guiminha
Cleyde Blota – Josefa
Carlos Kroeber – Navarro
Carlos Gregório – Paulo
Irving São Paulo – Gilberto
Fábio Junqueira – Edgar
Maria Lúcia Dahl – Cecília
Maria Sílvia – Dirce
Celso Frateschi – delegado
Roberto Lopes – delegado Jorge Machado
Trilha Sonora
Nacional
capa: Cláudia Raia
Pra Você - Gal Costa
Te Amo - José Augusto
Loca - Simone
Felicidade, Que Saudade de Voce - Zeze di Camargo e Luciano
O
Santos é o campeão paulista. Depois dos pênaltis, em duelo dramático, o
torcedor alvinegro pode gritar à vontade. No tempo normal, o time de Marcelo
Fernandes saiu na frente, abriu vantagem com David Braz e Ricardo Oliveira, mas
viu o Palmeiras reagir aos 20 minutos do segundo tempo, com Lucas, em um belo
passe de Valdivia: 2 a 1. Embalado com seu funk, Robinho foi garçom nos dois
gols e depois foi substituído.
Com
o placar de 2 a 1, a partida foi para os pênaltis, já que o alviverde foi à
Vila Belmiro com o resultado de 1 a 0 conquistado no Allianz Parque.
Vladimir
defendeu a cobrança de Rafael Marques, enquanto Jackson bateu na trave.
Perfeitos, os donos da casa não erraram e puderam, enfim, comemorar o 21º
título no campeonato.
O
goleiro também foi decisivo durante o duelo, fazendo duas defesas fundamentais
para garantir o título da sua equipe.
Essa
foi a sétima final seguida do alvinegro, desde 2009: ganhou quatro vezes e foi
vice nas outras três oportunidades. O alviverde, por outro lado, não chegava a
uma decisão desde 2008, última vez que foi campeão, em cima da Ponte Preta.
Depois
de amargar um jejum de doze anos, o Vasco soltou de novo o grito de campeão
carioca. Diante do público recorde do futebol brasileiro no ano - público
presente de 66.156 torcedores -, o cruzmaltino venceu o Botafogo por
2 a 1 e ficou com o título estadual, algo que não acontecia desde 2003.
Este
foi o 23° carioca da história do Vasco, que, nos últimos anos, enfrentou má
fases, rebaixamentos, crises financeira e política e pode comemorar apenas
a Série B de 2009 e a Copa do Brasil de 2011. De volta à Série A depois de
assegurar o acesso no ano passado, o cruzmaltino, que terminou a primeira fase
em terceiro lugar, eliminou o Flamengo nas semifinais e venceu o Botafogo nos
dois jogos da final. A trajetória levou o presidente do clube, Eurico Miranda,
a cunhar uma frase que embalou a campanha vitoriosa: "o respeito voltou". O
Vasco termina o campeonato com 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com
35 gols marcados e 14 sofridos.
O
resultado é particularmente histórico para o técnico Doriva. Ele se tornou o
primeiro técnico a vencer, de maneira consecutiva, o campeonato de São
Paulo e do Rio de Janeiro. Em 2014, Doriva conduziu o Ituano à conquista
do título. Agora, foi a vez de levar o Vasco à vitória.
Se
não tem sofrimento, não é Atlético-MG .
Esse tem sido o lema do clube na Copa Libertadores e
na última edição da Copa do
Brasil . E, para "alegria" do torcedor, se repetiu na decisão
do Campeonato
Mineiro . Como a Caldense tinha vantagem do empate, o clube
alvinegro precisava de uma vitória para ficar com a taça. Os comandados por
Levir Culpi até saíram na frente, mas sofreram logo a igualdade e foram
conseguir o gol do título apenas na parte final do confronto. Jô, que não
marcava há mais de um ano, entrou na etapa final e, em posição duvidosa,
empurrou de coxa para explodir sua torcida.
Com
a conquista, o Atlético-MG chega aos 43 títulos mineiros, abrindo ampla
vantagem sobre o rival Cruzeiro, que possui 36 taças. Já a Caldense perdeu a
oportunidade de alcançar seu segundo Campeonato Mineiro, primeiro com os
dois grandes em disputa. Em 2002, quando ergueu seu primeiro troféu estadual da
história, a competição envolvia apenas clubes de menor expressão do estado, já
que Cruzeiro e Atlético-MG participaram do extinto Sul-Minas.
O Bahia é
o primeiro campeão da reformada Arena Fonte Nova! Vinte e um anos depois, o
tricolor goleou o Vitória da Conquista por 6 a 0 e sagrou-se
bicampeão do Campeonato Baiano. O Esquadrão vinha de desconfiança, depois
de perder para o Ceará na final da Copa do Nordeste e ainda uma goleada de 3 a
0 no primeiro jogo da decisão estadual.
A
Arena Fonte Nova ficou fechada na reforma para a Copa do Mundo e ficou
conhecida mundialmente por ser o estádio com o a maior média de gols na
competição mundial. Neste domingo, o Bahia fez o "impossível" e
marcou seis gols, contra todas as expectativas. A última final do tricolor na
Arena foi em 1994, contra o maior rival Vitória.
Com
a Arena Fonte Nova lotada, o time titular em campo e uma “honra” manchada. A
final do Campeonato Baiano tinha tudo para ser um grande jogo entre Bahia e
Vitória da Conquista. E realmente foi! Precisando vencer para não perder o
cargo, Sérgio Soares mandou a campo uma formação ofensiva, pressionando o
adversário desde o começo.
O
Bahia agora se prepara para disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Esta
goleada na final deu um ânimo a mais no torcedor, que agora trata o acesso com
obrigação. Do outro lado, o Vitória da Conquista ganhou o direito de disputa a
Copa do Nordeste.
O
Fortaleza interrompeu a sequência de quatro títulos seguidos de seu arquirrival
e conquistou o Campeonato Cearense de 2015. O Tricolor selou a conquista com
empate dramático por 2 a 2 com o Ceará no Castelão, na capital do Estado, na
final deste domingo. Após vitória por 2 a 1 no primeiro jogo, o resultado que
deu a taça ao Fortaleza veio com gols de Daniel Sobralense e Cassiano (aos 47
do segundo tempo), enquanto a equipe alvinegra marcou com Ricardinho e
Assisinho (aos 45 da etapa complementar).
O
título de 2015 é o 40º estadual da história do Fortaleza, que agora está a
apenas três conquistas de empatar com o Ceará em número de conquistas. A última
conquista tricolor havia sido em 2010, justamente em cima do rival.
Na
edição deste ano, o Fortaleza teve apenas a terceira melhor campanha da
primeira fase, mas foi o melhor time da etapa seguinte e despachou o Icasa na
semifinal.
A
nota triste do jogo ficou por conta da briga generalizada entre torcedores
depois do apito final do árbitro. Vários torcedores invadiram o gramado após a
partida e protagonizaram cenas lamentáveis.
Santa
Cruz ou Salgueiro, daí saiu o campeão pernambucano 2015. A capital manteve a
escrita e deixou o interior apenas no quase após entrar na história por ter
chegado a final do estadual pela primeira vez. Os 46 mil tricolores presentes
no estádio do Arruda viram Anderson Aquino balançar as redes, aos 24 minutos do
segundo tempo, e soltaram o grito de campeão, momentos antes do apito final.
Além
da vitória do Santa por 1 x 0 e o faturamento do 28º título pernambucano, o
tabu de um ano sem vencer o Carcará se encerrou na tarde deste domingo (3). O
último resultado favorável havia acontecido no dia 9 de março de 2014, na
goleada histórica por 7 x 0, pelo hexagonal do título daquela ocasião.
Foi
difícil a torcida coral controlar a euforia durante os 90 minutos e em alguns
momentos um verdadeiro “teste pra cardíaco”. Mas quando o árbitro soou o apito
final, os torcedores presentes nas arquibancadas do José do Rego Maciel,
completamente tomadas, soltaram o grito de campeão.
O Operário
Ferroviário Esporte Clube éCampeão Paranaense de 2015! O Fantasma
desbancou o favoritoCoritiba e conquistou o primeiro título estadual de
sua história. A equipe, que não disputava uma final de paranaense desde 1961,
já havia chegado em 14 finais, mas tinha perdido todas. E o título veio em
grande estilo. O Fantasma pôde comemorar, na casa dos rivais, com um chocolate
! Três a zero nos favoritos para coroar a bela campanha no estadual.
Após
a vitória no primeiro jogo por 2 a 0 em casa, no Germano Kruger, o Operário foi
ao Couto Pereira para a partida final da decisão enfrentar o Coritiba. E sem
sentir a pressão, a equipe derrotou os favoritos novamente, fora de casa,
conquistando o título inédito.
Grêmio
e Internacional decidiram o título do Campeonato Gaúcho, neste domingo, no
estádio Beira-Rio. O jogo de ida na Arena do Grêmio terminou sem gols, deixando
as duas equipes sem nenhuma vantagem. No gramado, melhor para os colorados, que
venceram por 2 a 1 e ficaram com o caneco de 2015.
O
Inter começou pressionando e colocou uma bola na trave depois de uma cabeçada
de Valdívia, que Marcelo Grohe voou para tocar e desviar para o travessão. Aos
6 minutos, Nilmar mexeu no placar.
Em
um contra-ataque veloz, D'Alessandro tocou para Nilmar. O atacante mandou para
Valdívia, que devolveu depois de driblar Erazo. Nilmar deu um toquinho, por
cima do goleiro gremista, e abriu o placar. Soberano em campo, o Colorado
ampliou com Valdívia, aproveitando um vacilo da zaga tricolor.
Nos
acréscimos da primeira etapa, Giuliano diminuiu. Depois de uma cabeçada de
Rhodolfo, o goleiro Alisson fez a defesa e a bola sobrou para o meia mandar
para o gol. Na volta para o segundo tempo, o Inter segui na pressão e
quase marcou um gol olímpico. Mas Marcelo Grohe salvou. Ao longo da etapa
final, as faltas foram predominantes. Foram seis cartões amarelos e um
vermelho, ao longo de todo jogo.