segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Especial Novelas: Era uma Vez (1998)


Novela traçava um retrato do cotidiano de três gerações para mostrar que não existe um tempo ideal para amar e ser feliz. O viúvo Álvaro (Herson Capri) mora com seus quatro filhos – Glorinha (Luiza Curvo), Zé Maria (Alexandre Lemos), Marizé (Alessandra Aguiar) e Fafá (Pedro Agum) – no sítio de seu pai, Pepe (Elias Gleizer), em Nova Esperança, cidade fictícia em Santa Catarina. Ele é apaixonado por Bruna (Andrea Beltrão), advogada da fábrica de chocolate de Xistus (Cláudio Marzo), uma moça mimada que não suporta dividir a atenção do namorado com seus filhos. Mas, para sua surpresa, chega à cidade a doce Madalena (Drica Moraes), que será a governanta da casa de Xistus, avô materno das crianças. Bem informada, simpática e simples, ela logo cai nas graças dos filhos de Álvaro e nas dele, que, inclusive, apaixona-se por ela. Xistus também se apaixona por Madalena e une forças com Bruna para lutar contra o amor entre a governanta e Álvaro.
Madalena chega a Nova Esperança com seu grande amigo Maneco Dionísio (Antonio Calloni), e os dois compartilham um segredo: a nova governanta de Xistus foge desesperadamente do seu ex-marido, o possessivo Danilo (Tuca Andrada). Mas ele acaba descobrindo seu paradeiro em Nova Esperança e, a partir daí, muitos conflitos se sucedem. Enquanto isso, os filhos de Álvaro são disputados pelos dois avôs, completamente diferentes entre si. 

Xistus é um empresário rígido, sisudo e amparado em valores tradicionais. Já Pepe é um avô bonachão, que prega a liberdade acima de tudo e planta o melhor arroz da região, em seu bucólico sítio. No final da história, Danilo termina louco, internado em um hospício. Madalena e Álvaro se casam, e ela fica grávida. Depois de muitas brigas pelos netos ao longo de toda a trama, Xistus e Pepe também se entendem.

Tramas Paralelas:

Maneco:
Logo que chega à cidade, acompanhando Madalena (Drica Moraes), Maneco Dionísio (Antonio Calloni) é contratado por Xistus (Cláudio Marzo) para pintar afrescos na modesta igreja franciscana de Frei Chicão (Diogo Vilela), que não simpatiza nem um pouco com a ideia. Para piorar a situação, os dois vão morar juntos, formando uma dupla de muito humor ao longo de toda a trama.

As Crianças e os mais Velhos:
Entre a trama da terceira idade e a infantil, há uma turma jovem liderada por Filé (Cláudio Heinrich), que vive o auge da fase de namoros e brigas. Apesar de apaixonado pela bem-comportada Emília (Deborah Secco), ele namora a ousada Cindy (Raquel Nunes). Emília, por sua vez, gosta de Júlio (André Gonçalves), um jovem compenetrado que só pensa em estudar. Para completar esse círculo amoroso, ainda tem a tímida Babi (Nívea Stelmann), empurrada o tempo inteiro por sua mãe para os braços de Filé, que a vê como uma grande amiga. No final da novela, Filé aterrissa de parapente na praça da cidade, com um ramalhete de flores nas mãos. Babi e Emília aparecem, mas ele entrega o ramalhete para a segunda, com quem decide ficar. Babi se despede da família e vai morar no Rio de Janeiro.
Dona Santa (Nair Belo) é uma viúva batalhadora que ainda sente muita saudade de seu falecido marido. Ela comanda uma grande família e um armazém com justiça e bom senso. Seu ponto fraco é o filho Horácio (Marcos Frota), mimado, bon vivant e solteirão, para quem não consegue dizer “não”. Ele começa dando pequenos golpes e acaba se transformando em um vilão. Dona Santa e Pepe (Elias Gleizer) vivem um grande amor na terceira idade, mas não conseguem assumi-lo. Somente no final da novela os dois se acertam, e ele a pede em casamento. Dona Berta (Tereza Rachel) era governanta na mansão de Xistus (Cláudio Marzo). Linha-dura e meio malvada, ela era odiada pelas crianças, que a faziam de principal vítima. Exausta com as traquinagens dos filhos de Álvaro (Herson Capri), ela pede demissão e é substituída por Madalena, que logo cai no gosto da criançada.
Isaura (Myrian Rios) era a afilhada de Dona Santa. Ela chega a Nova Esperança no início da trama, acompanhada pelo filho Sarrafo (Eduardo Caldas). Com o tempo, Isaura vive um romance com Júlio, muito mais jovem que ela. Para ficar junto, o casal enfrenta o preconceito de ambas as famílias. Horácio, chefe de Isaura, passa a chantageá-la, prometendo revelar seu segredo, caso ela se recuse a ter relações sexuais com ele.
Curiosidades:

Era uma vez... fazia referências a clássicos da literatura infantil, como Pinóquio (de Carlo Collodi), e do cinema, como A Noviça Rebelde (de Robert Wise) e O Mágico de Oz (de Victor Fleming).
Sura Berditchevsky, que atuou na trama como Letícia, dirigia o núcleo infantil da TV Globo na época da novela.
Tereza Rachel fez uma participação especial nos primeiros capítulos da novela, como Dona Berta, a governanta da mansão de Xistus (Cláudio Marzo).


Depois de mais de dez anos afastada da televisão – atuou pela última vez em Bambolê (1987) –, Myrian Rios voltou às novelas em Era uma vez..., no papel de Isaura, afilhada de Dona Santa (Nair Belo).


O nome do personagem vivido por Antonio Calloni, o Maneco Dionísio, foi inspirado na Escola Municipal Maneco Dionísio, em Avaré, São Paulo, onde o autorWalther Negrão estudou.
Na reta final da novela, o telespectador ganhou uma surpresa do autor. Ele reviveu seus personagens Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio), da novela O Primeiro Amor (1972) e do seriado Shazan, Xerife e Cia. (1974). Eles surgem na “camicleta”, uma espécie de automóvel cheio de geringonças acopladas, e dão uma carona para Maneco Dionísio até o armazém de dona Santa. A homenagem era pelos 25 anos de vida dos personagens. Flávio Migliaccio conta que ficou emocionado quando chegou ao estúdio para a gravação. A “camicleta” e o figurino eram iguais aos que usaram nas gravações do passado.
A telenovela foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 29 de janeiro a 04 de maio de 2007.
Era uma vez... foi exibida em Portugal, Polônia, Turquia, Uruguai e Venezuela.


Elenco:

Drica Moraes – Madalena
Herson Capri – Álvaro
Andréa Beltrão – Bruna
Cláudio Marzo – Xistus
Elias Gleizer – Pepe
Deborah Secco – Emilia
Antônio Calloni – Maneco Dionísio
Nair Bello – Santa Zanella

Diogo Vilela – Frei Chicão
Nivea Stelmann – Babi
Yoná Magalhães – Anita
Jorge Dória - Rudy
Myriam Rios – Isaura
Luiza Curvo – Glorinha
Marcos Frota - Horácio
Claudio Heinrich – Filé
André Gonçalves – Júlio
Tereza Rachel – Dona Berta
Stella Freitas – Quitéria
Emiliano Queiroz – Catulo
Tuca Andrada – Danilo Borges
Sura Berditchevsky – Letícia
José Augusto Branco – Yves Tapajós
Eduardo Caldas – Sarrafo
Rejano Goulart – Nilda
Marcelo Barros – Nino
Léa Camargo – Yara
Hilda Rebello – Olga
Patrícia Lucchesi – Eulália
Alessandra Aguiar – Marizé
Pedro Agum – Fafá
Suzy Rêgo - Heloisa


Trilha Sonora:

Nacional
Capa: Drica Moraes

Era Uma Vez – Toquinho e Sandy & Júnior

Heavy Metal do Senhor – Zeca Baleiro
Menos Carnaval – Belô Velloso
Madalena – Banda Eva
Um Sonhador – Leandro & Leonardo
No Seu Lugar (Monster Mix) – Kid Abelha
Sempre Mais (Baby Can I Hold You) – Roberta Miranda
Dançar Pra Não Dançar – Biquíni Cavadão
Puro Êxtase – Barão Vermelho
Terra do Nunca – Angélica
Dois Olhos Negros – Lenine
A Sorte Muda – Toni Costa
Outra Pessoa – Milton Guedes
Morar na Areia – Léo Gandelman


Internacional:
Capa: Cláudio Heinrich

My Oh My – Aqua

All That I Need – Boyzone
A Promise I make – Dakota Moon
I Saw The Light – Lori Carson
The Way – Fastball
Show Me Love – Robyn
Never Ever – All Saints
The Beat Of Your Heart – Blackbox
Love Me Baby – Gabrielle
Dreams – The Corrs
All I Have To Give – Two 4 U
F… Comme Femme – Marysa Alfaia
Lo Mejor de Mi – Cristian Castro
Without Love – D-Soul
Don't Leave Without Goodbye – Don Bonnechi
Bitter Sweet Symphony – Orion Storm

Abertura

Ultimo Capítulo

Conheça os Vencedores do Globo de Ouro 2014


A 71ª edição do Globo de Ouro aconteceu na noite deste domingo (12), em Los Angeles. Com apresentação de Amy Poehler e Tina Fey (mais uma vez engraçadíssimas), o Globo de Ouro premiou os destaques do cinema e da TV. Os filmes "12 anos de escravidão" e "Trapaça" eram os favoritos, com sete indicações cada.  Trapaça levou três prêmios (Melhor Drama/Comédia, Melhor Atriz/Comédia e Melhor Atriz Coadjuvante/Comédia).

Mas algumas supresas (e outras nem tanto) marcaram a cerimonia esse ano. A queridinha de Hollywood Jennifer Lawrence não caiu dessa vez e ainda levou o Globo de Ouro por Trapaça (vencendo Meryl Streep). Já Barkhad Abdi não levou o prêmio de melhor coadjuvante por  "Capitão Phillips", perdendo o prêmio para Jared Leto (Clube de compras Dallas).  Como já era esperado, Leonardo DiCaprio ganhou como melhor ator de Comédia (O Lobo de Wall Street) e Alfonso Cuarón (Gravidade) garantiu sua "bolinha" como melhor diretor de drama, perdendo o de melhor filme para "12 anos de Escravidão", de Steve McQueen.  Nos prêmios relacionados a TV a grande supresa foi o seriado de comédia "Brooklyn nine-nine" (levou melhor ator e melhor série comédia). Os já esperados prêmios de Série Dramática e Melhor Ator Dramático foram entregues a Breaking Bad, obviamente.

Abaixo vocês podem conferir a lista completa dos vencedores

Cinema
Melhor filme – Drama
"12 anos de escravidão"
Melhor filme – Comédia ou musical
"Trapaça"
Melhor ator – Drama
Matthew McConaughey ("Clube de compras Dallas")
Melhor atriz – Drama
Cate Blanchett ("Blue Jasmine")
Melhor ator – Comédia ou musical
Leonardo DiCaprio ("O lobo de Wall Street")
Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams ("Trapaça")
Melhor ator coadjuvante
Jared Leto ("Clube de compras Dallas")
Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Lawrence ("Trapaça")
Melhor diretor
Alfonso Cuarón ("Gravidade")
Melhor roteiro
Spike Jonze ("Ela")
Melhor filme estrangeiro
A grande beleza”, da Itália
Melhor canção original
"Ordinary love", do U2 ("Mandela: Long walk to freedom")
Melhor trilha original
"All is lost"

TV

Melhor série de TV – Drama
"Breaking Bad"
Melhor ator em série de TV – Drama
Bryan Cranston ("Breaking bad")
Melhor atriz em série de TV – Drama
Robin Wright ("House of cards")
Melhor série de TV – Comédia ou musical
"Brooklyn nine-nine"
Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
Andy Samberg ("Brooklyn nine-nine")
Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Amy Poehler ("Parks and recreation")
Melhor minissérie ou filme para TV
"Minha vida com Liberace"
Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Michael Douglas ("Minha vida com Liberace")
Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Elisabeth Moss ("Top of the lake")
Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
John Voight ("Ray Donovan")
Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jacqueline Bisset ("Dancing on the edge")

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel, morre aos 85 anos


O ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon morreu neste sábado (11), em Tel Aviv, após passar cerca de oito anos em coma. Sharon foi general do Exército de Israel, líder político, fundador do partido conservador Likud e primeiro-ministro israelense entre 2001 e 2006. Ele era viúvo, tinha dois filhos e estava hospitalizado desde janeiro de 2006, quando sofreu dois acidentes vasculares cerebrais e entrou em estado de coma.

Ariel Sharon nasceu em 1928, na Palestina, na época controlada pelo Império Britânico. Filho de judeus que migraram da região onde hoje é Belarus, Sharon foi criado em um moshav - uma comunidade rural cooperativa similar aos kibutz - no vilarejo de Kfar Malal. Suas primeiras participações na vida política ocorreram na adolescência, quando se juntou a grupos paralimitares que emboscavam beduínos e defendiam vilarejos judeus.

Em 1947, as Nações Unidas aprovaram a implementação do Plano de Partilha da Palestina. O plano encerrava o domínio britânico, criava dois Estados - um judeu e um árabe - e colocava a cidade de Jerusalém sob controle internacional. Horas antes do plano entrar em vigor, as comunidades judias declararam independência, e os árabes reagiram, dando início a guerra Árabe-Israelense de 1948. Os grupos paramilitares foram incorporados ao Exército de Israel, e Ariel Sharon se tornou chefe de pelotão, lutando na Batalha de Jerusalém.

A partir de então, Sharon participou de todas as guerras travadas por Israel. Na década de 1950, criou e comandou uma unidade de forças especiais para enfrentar milícias palestinas. Foi comandante da divisão de soldados paraquedistas na Guerra do Suez, em 1956, quando Israel, Reino Unido e França invadiram o Egito para liberar o Canal de Suez. Sua participação nas operações o levou a ser promovido para o posto de major-general.

Sharon comandou uma divisão de blindados em 1967, na Guerra dos Seis Dias, quando Israel atacou ao mesmo tempo o Egito, Jordânia, Síria e Iraque, expandindo seu território. Ele teve participação decisiva nas operações na Península do Sinai. Em 1973, se aposentou do Exército para iniciar uma carreira política, mas a aposentadoria durou apenas três meses. Ele retornou às Forças Armadas quando Egito e Síria fizeram um ataque surpresa na Guerra de Yom Kippur, e comandou a divisão de blindados no Sinai que, novamente, foi crucial na vitória das forças israelenses.

Após a guerra, Ariel Sharon entrou para a política. Fundou o partido Likud (União, em hebraico), de tendência conservadora, e foi eleito para o Knesset, o Parlamento israelense. Foi nomeado ministro da Agricultura e, depois, ministro da Defesa, e usou esses cargos para aumentar a presença israelense nas áreas palestinas, intensificando a criação de assentamentos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Em 1982, Sharon foi indiretamente responsabilizado pelo massacre de civis em dois campos de refugiados. Como ministro da Defesa, ele coordenou a invasão do sul do Líbano em uma operação contra a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Durante a guerra, os campos de refugiados palestinos de Sabra e de Shatila, que estavam situados em território ocupado pelos israelenses, foram atacados por milícias cristãs libanesas, resultando na morte de até 3.500 civis. A Corte Suprema de Israel considerou Sharon culpado por falhar na proteção de civis, e as Nações Unidas classificaram o episódio como "genocídio".

A pressão fez com que ele renunciasse ao cargo de ministro. Odiado entre os árabes, Sharon continuou popular em Israel. Se tornou um defensor ardoroso da controversa política de expansão de assentamentos israelenses nos territórios palestinos, e foi nomeado por Benjamin Netanyahu como ministro das Relações Exteriores. Em 2001, venceu Netanyahu em disputas internas no partido e se tornou primeiro-ministro de Israel.

No começo de seu mandato, Sharon atraiu novas críticas após uma forte operação militar na Cisjordânia, durante a Segunda Intifada Palestina. Além disso, foi nesse período que Israel começou a construção do Muro da Cisjordânia. Em 2004, entretanto, Sharon supreendeu ao mudar radicalmente a política israelense em relação aos territórios ocupados. Ele apresentou o Plano de Retirada Unilateral de Israel, propondo retirar os assentamentos israelenses dos territórios ocupados. Após forte resistência do seu próprio partido, o plano foi colocado em prática em 2005, quando Israel iniciou a remoção dos civis de 21 assentamentos na Faixa de Gaza e quatro na Cisjordânia.

O plano resultou em forte atrito com os partidários do Likud, e levou Ariel Sharon a deixar o partido, desfazendo o governo. Ele ajudou a fundar o partido Kadima (Avante, em hebraico), de tendência centrista, e pretendia disputar a eleição para um novo mandato como primeiro-ministro. As pesquisas mostravam que ele tinha chances de se eleger, mas seus planos foram comprometidos por problemas de saúde. Sharon sofreu dois acidentes vasculares cerebrais, um em dezembro de 2005 e outro em janeiro de 2006, e desde então estava hospitalizado em estado de coma. Sharon era viúvo duas vezes. A primeira esposa, Margalit, morreu em um acidente de carrro em 1962. A segunda, Lily Sharon, morreu de câncer em 2000. Ele tinha dois filhos, Omri e Gilad.

Ary Toledo se emociona ao se despedir de Marly Marley


O humorista Ary Toledo se emocionou ao falar com a imprensa durante o velório da atriz e ex-vedete Marly Marley, com quem foi casado por mais de 45 anos. O corpo dela está sendo velado no Cemitério Morumbi, em São Paulo, desde às 9h, e o enterro deve acontecer no final da tarde. Marly Marley morreu aos 75 anos, na noite dessa sexta-feira, 10, no Hospital São Camilo, em São Paulo, às 22h05. Ela lutava contra um câncer no pâncreas. Marly trabalhou durante muitos anos como jurada de calouros do Programa Raul Gil. Nos anos 60, ela atuou em peças, filmes e programas de televisão, como Miss Campeonato, O Puritano da Rua Augusta, Casinha Pequenina e O Vendedor de Linguiças.  Seu último trabalho nas telonas foi no filme Chega de Saudade, de 2007. Ela estava internada desde o dia 3 de dezembro e passava por sessões de quimioterapia por conta do câncer.


Morre Marly Marley, atriz e ex-jurada do “Programa Raul Gil”


Morreu na noite de sexta-feira (10), aos 75 anos, Marly Marley, vedete e ex-jurada do “Programa Raul Gil”. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital São Camilo, em São Paulo, onde ela estava internada. Marly, que era casada há 45 anos com o humorista Ary Toledo, lutava contra um câncer no pâncreas. Durante 15 anos, ela foi vedete e atuou ao lado de comediantes famosos, como Dercy Gonçalves e Mazzaropi. O apresentador Raul Gil lamentou a morte de Marly pelo Twitter: “Como sempre Deus seu caminhos…Marly Marley seu caminho foi de amor e paz te amo muito vou sentir muitas saudades dos seus conselhos beijos.” escreveu.

Arena das Dunas tem inauguração marcada para 22 de janeiro


Palco de quatro jogos da Copa do Mundo deste ano, a Arena das Dunas, em Natal, já tem data para ser entregue. Antes apontada como uma das obras mais atrasadas para o Mundial, o estádio potiguar apresentou evolução impressionante nos últimos meses e será inaugurado no dia 22 de janeiro, às 17 horas. O evento deve contar com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, que participou das festividades de inauguração dos outros seis estádios entregues em 2013. No dia seguinte, a comemoração será voltada para os operários da obra. Os trabalhadores poderão reunir familiares e receberão homenagens. Já no dia 26, a Arena das Dunas receberá suas primeiras partidas da história. Pelo terceira rodada do grupo A da Copa do Nordeste, o América-RN enfrentará o Confiança-SE às 17 horas. Já às 20 horas, será a vez de um clássico natalense pela 5ª rodada do grupo A do Campeonato Potiguar: ABC x Alecrim.

Recordando a Carreira: 50 anos de Patrícia Pillar


Rainha da Sucata
Patrícia Gadelha Pillar nasceu no dia 11 de janeiro de 1964, em Brasília e passou boa parte da infância mudando de cidade. “Morei dois anos em cada lugar, então, não tinha raízes e quando voltei para o Rio definitivamente estava com essa necessidade de encontrar a minha turma. No teatro encontrei um lugar aberto onde a gente podia discutir as coisas de forma clara, franca, livre. Um espaço de liberdade e de discussão, onde você podia colocar as relações familiares, amorosas, do mundo”, relembra a atriz.
Patrícia Pillar estudou Comunicação Social na CUP, atual Faculdade da Cidade, e na Facha. Queria ser jornalista, “mas fui atropelada pelo desejo de ser atriz”, pontua. Como não havia feito faculdade de teatro se matriculou na Casa de Arte Laranjeiras (CAL) – que estava começando na época. Lá teve aulas com professores que foram importantes para sua carreira. “O Aderbal Freire Filho foi um farol na minha vida. O Rubens Correia foi uma pessoa importantíssima para mim, que me deu as primeiras referências lúdicas que eu me lembro. E a Juliana Carneiro da Cunha, que é uma grande atriz e bailarina”.
Sinhá Moça
Também teve aulas com Paulo Reis, que havia dirigido, entre outras peças, Despertar da Primavera Happy End, e com ele criou o grupo Marx Mellow. Sua primeira peça foi O Banho do Vladimir Maiakovisk em que interpretava um pintor. “Nós montávamos coisas como Brecht, Arrabal, Maiakovisk. Era uma aventura porque a gente fazia de tudo, imprimia as filipetas, montava o cenário, fazia divulgação. O ator participava de todo o processo. Fiz alguns espetáculos com esse grupo, então, o começo foi no teatro. Até ir para o cinema e, por fim, televisão”, comenta Patrícia.
Seu primeiro filme foi Para Viver um Grande Amor, de Miguel Faria, baseado no Pobre Menina Rica, de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra. Na TV, começou em 1985, na Manchete, com o programa de videoclipes FMTV e, no mesmo ano, foi para Globo para fazer a novela Roque Santeiro. “Quem me chamou foi o Paulo Ubiratan, que era uma grande figura de televisão, um cara pelo qual eu tenho o maior carinho, a maior saudade e ele me ensinou muita coisa, não sabia nada de televisão. Lembro que ele me convidou para fazer essa personagem, que era a Linda Bastos, uma atriz de televisão, um pouco distraída, um pouco sem formação, uma menina meio ingênua. Tive companheiros maravilhosos que me ampararam porque eu era totalmente verde e eu lembro com muito carinho dessa novela, a oportunidade que foi para mim de ver esses atores espetaculares, acontecendo ali na minha frente, como Lima Duarte, Regina Duarte e José Wilker”.
Renascer
Na sequência fez Ana do Véu, na primeira versão de Sinhá Moça (1986), que marcou o início de sua parceria com Benedito Ruy Barbosa, um autor com quem trabalhou diversas vezes ao longo da carreira. “É um autor encantador, um cara absolutamente inspirado, um amante do Brasil, dos brasileiros, da maneira de ser da gente, um grande contador de histórias, um cara sensível, emotivo, parceiro. Nossa, tenho o maior amor pelo Benedito é ali que tudo começou com Ana do Véu, que era uma personagem interessante, porque ela era uma menina já virando mulher”. Vinte anos depois, Patrícia também participou do remake da novela, mas interpretando outra personagem, a Baronesa de Araruama, Cândida Ferreira. Seu antigo papel foi interpretado por Isis Valverde.
Em 1987, fez Brega e Chique de autoria do Cassiano Gabus Mendes. Era a história de duas mulheres, uma muito rica e a outra muito pobre e isso se invertia ao longo da novela. As protagonistas eram Glória Menezes e a Marília Pera, que fazia o papel da mãe de Patrícia. “Foi uma das novelas que eu me concentrei menos na minha personagem, porque eu ficava realmente fascinada com o trabalho dela (Marília Pera),  que era lindo, uma “ídola” e ela foi muito carinhosa comigo”.
O Rei do Gado
Em Rainha da Sucata (1990), Patrícia interpretou a Alaíde, que era uma empregada doméstica. “Ela era ciente dos seus direitos e, ao mesmo tempo que gostava de dançar e era divertida, era muito petulante também. Lembro que ela bancava muito a patroa e tinha o Raul Cortez, que fazia o mordomo e ela batia de frente com ele, e era uma delícia bater de frente com Raul e nós já éramos amigos nessa época e eram cenas muito divertidas”. Renascer (1993) e Rei do Gado (1996) foram duas novelas marcantes na carreira da atriz. Ambas assinadas por Benedito Ruy Barbosa e dirigidas por Luiz Fernando Carvalho. Na primeira, Patrícia interpretava Eliana. “Ela era meio sem caráter, não era má, não era uma vilã, mas era uma mulher que gostava da vida e gostava de dinheiro e não tinha muito escrúpulo, mas era muito divertida. Lembro que eu tinha uma fala com a Eliane Giardini, que era casada com o coronel e estava separada no momento, e minha personagem perguntava para se ela queria o marido ainda, se ela não quisesse, ela queria”. Já em Rei do Gado, Patrícia viveu a boia-fria Luana, que exigiu uma preparação especial antes de começar a novela.
Cabocla
“Passei umas duas semanas morando numa casinha pequena de algum funcionário de uma fazenda e a gente acordava quatro horas da manhã, começava um trabalho de corpo e depois saía com os boias-frias. Fui aprender a cortar cana, a entender como que é a vida daquelas pessoas e eu ter me aproximado dessa realidade foi fundamental para eu ter noção do espírito, do que está por trás daquela história. A Luana tinha uma vida muito triste, que fez com que ela se tornasse uma menina valente e, ao mesmo tempo, muito arredia. Então, a princípio, podia ser um personagem que não tivesse o meu perfil, mas é tão bom quando um autor e um diretor não olham para você de maneira óbvia e te dão uma oportunidade de ser atriz. A Luana foi das primeiras que eu senti uma gratidão mesmo e foi muito interessante, porque o processo de trabalho do Luiz (Fernando Carvalho) te dá condições de você ir se aproximando da personagem”.
Por cinco anos, Patrícia deixou de fazer novelas e só voltou em 2001, em Um Anjo Caiu do Céu. Em 2004 fez Cabocla, em 2006, Sinhá Moça e em 2009, A Favorita, novela que rendeu muitos prêmios à atriz, pela personagem Flora, sua primeira vilã. “João Emanuel é um autor escandaloso. Ele não teve medo, ele arriscou muito. Flora era uma doente, eu a compreendia, eu não a absolvia, mas eu a entendia. Ela teve uma infância normal, até que a família da vizinha morreu num acidente e os pais dela levam a menina órfã para morar em casa, que era a personagem da Claudia Raia. E ela começa a desenvolver um complexo de inferioridade infinito, porque a Donatela era muito exuberante, muito desinibida. Ela começa a criar um ambiente de fantasia, masoquista que se transforma em sadismo depois, muito louco, o processo de doença”, comenta a atriz. Em 2013, Patrícia Pillar interpretou uma mãe dominadora e preconceituosa, a vilã Constância, em Lado a Lado. A novela conquistou o prêmio Emmy do ano. 
Um Anjo Caiu do Céu
No período que esteve fora das novelas, Patrícia fez por dois anos o seriado Mulher (1998), ao lado de Eva Wilma. As duas interpretavam médicas de uma clínica especializada em atendimentos a mulheres. “A coisa mais deliciosa do mundo era a parceira com Eva Wilma. Que mulher bacana, que atriz maravilhosa, uma companheira espetacular. Nós fomos muito felizes ali. A série mostrava duas maneiras de lidar com as mesmas questões e essas duas maneiras eram discutidas ali no processo de trabalho da própria clinica, era muito legal. Era muito bacana, porque eram uns textos com questões e comportamento, falava de certos tabus, mas ao mesmo tempo não era chato”.
A Favorita
A atriz também fez outras séries, como Divã (2012), Carga Pesada (2003) e As Brasileiras (2012), no episódio A Viúva do Maranhão. “Foi muito gostoso, uma personagem divertida, que estava numa situação terrível, viúva já há um tempo, doida para namorar e só que ela tinha um marido que era muito querido na cidade, um cara muito poderoso e que os pretendentes não seguravam a barra quando sabiam que ela era a viúva do cara. Então, ela acaba com a reputação do marido, para finalmente conseguir namorar o personagem do Marcelo Anthony”.
Apresentou programas como Vídeo Show, logo no início de sua carreira na Globo, em 1986, e Som Brasil, em 2011. No cinema, atuou em filmes como Pequenas Histórias (2007), Zuzu Angel (2006), Se eu Fosse Você (2006), O Quatrilho (1995), O Noviço Rebelde (1996), entre outros. E também se arriscou como diretora em Waldick Sempre no Meu Coração (2007). “Fiz Zuzu Angel, um pouco antes de começar o filme do Waldick. Um personagem muito difícil fazer. Um filme pesado, mas bacana, poder ter feito essa mulher muito sofrida, que tinha uma carreira como estilista, uma das primeiras brasileiras que levou a moda nacional para fora do Brasil, aí tem esse filho militante do MR8 desaparecido e que nunca foi encontrado. Depois me envolvi com a direção do filme que eu fiz, que não foi só o filme, foi dirigir o show do Waldick (Soriano), produzir o show, dirigir o DVD desse show e depois dirigir um documentário. Então foram quatro, cinco anos que eu também fiquei bem envolvida com todo o processo disso”, comenta a atriz.
Lado a Lado
Para Patrícia, a escolha pela profissão de atriz se deu porque ela gosta de trabalhar com as pessoas. “Eu me interesso por gente, tenho curiosidade, tenho amor, tenho compaixão”. Quando tem que responder qual foi a personagem que mais gostou de fazer e qual foi a mais difícil, Patrícia é categórica: “São duas coisas que caminham juntas, a que eu mais gostei e a mais difícil. Acho que foi a Flora na televisão porque foi muito radical, mas é difícil não falar da importância da Luana do Rei do Gado para mim, das personagens do Benedito. Não gostaria de me lembrar apenas de um momento, queria me lembrar de todos os outros também”, finaliza.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estreias do Cinema

Ajuste de Contas:
Billy "The Kid" McDonnen (Robert De Niro) e Henry "Razor" Sharp (Sylvester Stallone) foram grandes boxeadores que, agora, estão aposentados. Entretanto, mesmo tendo subido no ringue pela última vez há décadas, eles aceitam se enfrentar em uma última luta para desempatar o confronto histórico. Enquanto se preparam para o confronto, os dois terão que confrontar pessoas de seus passados: a bela Sally (Kim Basinger) e o filho B.J. (Jon Bernthal).


De Repente Pai:
Um homem de meia idade (Vince Vaughn) descobre ter sido pai de 533 crianças, através da doação de esperma. Ele passa a enfrentar problemas quando algumas dezenas destas crianças, já crescidas, passam a sentir a enorme necessidade de conhecer quem é seu pai biológico. Com Cobie Smulders.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

'Gravidade' e '12 anos de escravidão' lideram indicações ao BAFTA



Os filmes “Gravidade” e “12 anos de escravidão” lideram indicações aos prêmios BAFTA, concedidos pela Academia Britânica de TV e Artes Cinematográficas, segundo informações da agência Associated Press.
A 67ª edição da premiação, considerada o “Oscar inglês”, acontece dia 16 de fevereiro, no Royal Opera House, em Londres. “Gravidade”, estrelado por Sandra Bullock e George Clooney, recebeu um total de 11 indicações, seguido de dez de “12 anos de escravidão”. Protagonizado por Chiwetel Ejiofor, o longa tem estreia prevista para 28 de fevereiro no Brasil. “Trapaça”, com Christian Bale e Jennifer Lawrence, também concorre em dez categorias. “Capitão Phillips”, com Tom Hanks, recebeu um total de nove indicações.
Veja a lista com os principais indicados:
Melhor filme
“12 anos de escravidão”
“Trapaça”
“Capitão Phillips”
“Gravidade”
“Philomena”

Melhor diretor
Steve McQueen por “12 anos de escravidão”
David O. Russell por “Trapaça”
Paul Greengrass por “Capitão Phillips”
Alfonso Cuarón por “Gravidade”
Martin Scorsese por “O lobo de Wall Street”

Melhor ator
Bruce Dern por “Nebraska”
Chiwetel Ejiofor por “12 anos de escravidão”
Christian Bale por “Trapaça”
Leonardo DiCaprio por “O lobo de Wall Street”
Tom Hanks por “Capitão Phillips”

Melhor atriz
Amy Adams “Trapaça”
Cate Blanchett “Blue Jasmine”
Emma Thompson “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”
Judi Dench “Philomena”
Sandra Bullock “Gravidade”

Melhor ator coadjuvante
Barkhad Abdi por “Capitão Phillips”
Bradley Cooper por “Trapaça”
Daniel Brühl por “Rush”
Matt Damon por “Behind the Candelabra”
Michael Fassbender por “12 anos de escravidão”

Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Lawrence por “Trapaça”
Julia Roberts por “Álbum de família”
Lupita Nyong’o por “12 anos de escravidão”
Oprah Winfrey por “O mordomo da Casa Branca”
Sally Hawkins por “Blue Jasmine”

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cantor Nelson Ned morre aos 66 anos


Morreu no domingo (5), no Hospital Regional de Cotia, o cantor Nelson Ned. Ele estava internado desde sábado e foi vítima de complicações de uma pneumonia. A saúde do músico estava debilitada desde 2003, quando ele sofreu um AVC, que causou a perda da visão de um olho, e o deixou em uma cadeira de rodas. Sempre privilegiando o repertório ultrarromântico, Nelson Ned, mineiro de Ubá, filho de uma professora e de um fazendeiro, começou sua carreira muito jovem, nos anos 1960, cantando no rádio canções talhadas a seu vozeirão. O auge do sucesso – não só no Brasil, mas em países da América Latina (México, Argentina, Colômbia), onde fez longas turnês e alcançou grande popularidade, da Europa e da África e nos Estados Unidos – foi nos anos 70 e 80, em que o gênero brega estava em alta. Gravou 32 discos em português e em espanhol e vendeu mais de 45 milhões de cópias de LPs e fitas, numa época em que a pirataria ainda não ameaçava a indústria fonográfica. O maior sucesso em sua voz foi Tudo Passará, composição própria que gravou em 1969. 


Recordando a Carreira: 56 anos de Cássia Kiss


Pantanal
Filha caçula de um mecânico semi analfabeto e uma dona de casa, Cassia Kis Magro nasceu no dia 6 de janeiro de 1958, em São Caetano do Sul, interior de São Paulo. Chegou a prestar vestibular para a faculdade de História, cismou de cursar matemática, mas optou mesmo foi pelo teatro, que já a havia conquistado desde os tempos de escola. Após uma dica de uma professora de literatura, matriculou-se na Fundação das Artes, então uma das mais conceituadas escolas de música e artes da América Latina, que abrira uma filial em São Caetano do Sul. Participou de uma companhia de teatro amador, rodou a cidade apresentando peças e participou de festivais amadores pelo Estado, até que conheceu o hoje respeitado diretor Ulysses Cruz, que a convidou para atuar em Alice, o Que uma Menina Bonitinha como Você Faz num País como Este?, de Paulo Afonso Grisolli. “Eu cantava 15 músicas, com 15 coreografias, cercada de adultos. Fiz tudo na intuição. Foi bárbaro, lindo”, emociona-se.
 
Barriga de Aluguel
A atriz estava definitivamente apaixonada pelas artes cênicas, mas uma paixão mais humana, pelo diretor teatral Marcelo Souza, mudou o rumo da sua vida, trazendo-a para o Rio de Janeiro. “No Rio, fiz parte do grupo do Marcelo. Ficamos casados apenas um ano. Na época, eu sobrevivia do sanduíche natural que eu fazia e vendia na Praia da Barra. Levava, também, para vender no teatro, na coxia, aos meus colegas. Eu trabalhava na cozinha de um restaurante natural, no Leblon, em troca de alimentação e do dinheiro da condução. Não ganhava nada, não tinha salário”, relembra. Amigo de Cassia, o ator Luiz Armando Queiroz, já falecido, indicou-a para o ator Flávio Migliaccio, que protagonizava a série Tio Maneco na TV Educativa. Ela já tinha experiência, pois fizera, na TV Bandeirantes, em São Paulo, a novela Cara a Cara, em 1979. Foi aprovada e trabalhou um bom tempo fazendo de tudo na programação da emissora estatal.


Vale Tudo
Em 1984, fez um teste para atuar em Livre para Voar, de Walther Negrão, na Globo. “Eu e Miguel Falabella fizemos juntos nosso primeiro teste na Globo”, pontua. Não passou, mas a atriz que ficara com a vaga, Eliane Giardini, acabou desistindo, e o diretor Wolf Maya a convidou para atuar. “Lembro do meu entusiasmo, da minha alegria, fiquei pulando de felicidade. Agarrei aquela personagem com unhas e dentes, uma entrega absoluta, um brilho no olhar”, garante. É claro que deu certo. A partir daí, atuou em episódios do programa Caso Especial e foi convidada para o elenco da minissérie Padre Cícero (1984), de Aguinaldo Silva e Doc Comparato. Mas foi logo em seguida, em 1985, que ela viveu seu primeiro grande sucesso: a Lulu das Medalhas, em Roque Santeiro, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva. “Foi um marco na história da telenovela. Foi realmente um divisor de águas, um sucesso estrondoso. Eu fiz uma personagem que repercutiu muito. Era a novela das oito, e eu estava em três, quatro capas de revista por semana. Foi interessante, porque eu ainda estava muito envolvida em fazer as coisas do dia a dia: andava de ônibus e ainda ganhava muito pouco, apesar de trabalhar na novela das oito, que fazia um sucesso fantástico”, recorda.
 

Quem é Você?
Cassia foi convidada para protagonizar Roda de Fogo, de Lauro César Muniz, mas não aceitou porque estava em cartaz, dividindo a cena com Fernanda Montenegro. Não seria possível assumir ambos os compromissos. Mas foi chamada para atuar em Brega & Chique, de Cassiano Gabus Mendes, em 1987. Em seguida, viveu Leila, em Vale Tudo (1988), de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Um detalhe fundamental: Leila foi quem matou Odete Roitman. “A novela também teve um sucesso avassalador. A morte de Odete Roitman tomou tamanha dimensão, só se falava nisso, teve até concurso na televisão para adivinhar quem havia matado Odete Roitman. No dia seguinte, eu estava estampada na primeira página de todos os principais jornais do país, como a assassina de Odete Roitman. Foi marcante, histórico!”, empolga-se, mais com a personagem do que sua própria atuação.
 

Porto dos Milagres
Contratada por obra, no entanto, foi para a TV Manchete fazer Kananga do Japão, de Wilson Aguiar Filho (1989), e participar de Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa (1990), outro marco na TV brasileira. Sua entrega era total, como não podia deixa de ser em se tratando de Cassia Kis Magro: “Fiquei 40 dias no Pantanal e lembro que estava tão impregnada daquela região que ficava com meu figurino, uma camisola, dia e noite. Meus pés eram lama só; as unhas, pretas. Era uma loucura. Toda picada de mosquito. Não tinha maquiagem, não tinha nada; meu cabelo comprido, meio ensebado. Eu estava totalmente integrada ao lugar. Então, na hora de gravar, eu não tinha que me concentrar em nada, já era dona daquela história. Foi lindo fazer aquela novela no Pantanal”, relata.
 

Por Amor
Em seguida, voltou para a Globo para atuar em Barriga de Aluguel, de Gloria Perez (1990), mais um sucesso em sua carreira. Também atuou em diversos Casos Especiais e minisséries, e emprestou sua voz para a narração em off do Criança Esperança. A atriz gosta de destacar o episódio Mamãe Coragem, de Você Decide, como “uma das histórias mais lindas” de que já participou: “Posso garantir que foi uma das coisas mais bonitas que vi em televisão.” Na trama, Cassia era uma catadora de lixo que tinha cinco filhos e se via num impasse: ou vendia um filho para salvar os demais ou assumia aquela vida, cheia de percalços e miséria. “Eu gosto de contar uma história do jeito mais verdadeiro possível, viver as experiências de forma intensa. Se vou fazer o papel de catadora de lixo, quero viver aquilo; só falta ir morar embaixo da ponte”, afirma.
 

Eterna Magia
Uma série de novelas e minisséries, além de participações especiais, completam seu currículo na Globo: Quem é Você? (1996), de Solange Castro Neves e Lauro César Muniz; Por Amor (1997), de Manoel Carlos; o remake de Pecado Capital (1998), assinado por Gloria Perez a partir do original de Janete Clair; Esplendor (2000), de Ana Maria Moretzsohn. Em Porto dos Milagres (2001), de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, viveu a vilã Adma, mulher do inescrupuloso Félix, personagem de Antonio Fagundes. Voltou a viver uma vilã em Eterna Magia (2007), de Elizabeth Jhin. Participou de outras duas novelas da autora, Escrito nas Estrelas (2010) e Amor Eterno Amor (2012). A atriz também atuou em Sabor da Paixão (2002), de Ana Maria Moretzsohn, Agora é Que São Elas (2003), de Ricardo Linhares, Cobras & Lagartos (2006), de João Emanuel Carneiro, Paraíso (2009), adaptada por Edmara e Edilene Barbosa a partir do original escrito pelo pai delas, Benedito Ruy Barbosa, Morde & Assopra (2011), de Walcyr Carrasco, e Amor Eterno Amor (2012), de Elizabeth Jhin.
 

Paraíso
No teatro, já foi dirigida pelos principais nomes da direção teatral brasileira, como Ulysses Cruz, Augusto Boal e José Possi Neto, em inúmeras peças. Participou, ainda, de 17 longas-metragens, entre os quais Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky (2000), quando ganhou o Troféu Passista de atriz coadjuvante, do Festival de Recife, e o Prêmio Qualidade Brasil 2001, de melhor atriz. Cassia Kis Magro emprestou sua imagem, ainda, para duas campanhas sociais de grande alcance popular: em 1989, estrelou uma campanha do Ministério da Saúde sobre a prevenção do câncer de mama; em 2006, foi madrinha, no Brasil, da Semana Mundial do Aleitamento Materno, promovida pelo Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Papa Francisco anuncia visita à Terra Santa


O papa Francisco anunciou neste domingo (5) a data de sua visita à Terra Santa, de 24 a 26 de maio, depois da oração do Angelus, na praça de São Pedro.

"No clima de alegria deste período de Natal, eu gostaria de anunciar que de 24 a 26 de maio do próximo, farei uma peregrinação à Terra Santa", disse o papa argentino, acrescentando que sua jornada envolverá três etapas: Amã, Belém e Jerusalém.


Na Igreja do Santo Sepulcro, onde está o túmulo de Jesus Cristo em Jerusalém, segundo a tradição cristã, "nós iremos celebrar um encontro ecumênico com todos os representantes das Igrejas cristãs de Jerusalém e com o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla", disse o chefe da Igreja Católica ante uma multidão de fiéis. Francisco explicou que a data do anúncio era importante porque "comemora o encontro histórico entre o papa Paulo 6º e o patriarca Atenágoras 1º de Constantinopla", em 5 de janeiro de 1964 em Jerusalém, uma reunião que revogou a excomunhão de 1054 que provocou a divisão entre as igrejas do Oriente e do Ocidente.

Blog do Programa Atualize

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